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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Firjan dará apoio jurídico p ara ações contra corte de gás

Ações das empresas no Rio pedindo o reembolso serão apresentadas à Justiça individualmente

Kelly Lima e Milton F. da Rocha Filho, da Agência Estado,

31 de outubro de 2007 | 13h08

As empresas prejudicadas pela redução no fornecimento de gás pela Petrobras, na terça-feira e início desta quarta, no Rio de Janeiro, receberão o apoio jurídico da Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan). Segundo o presidente da Federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, as ações pedindo o reembolso serão apresentadas à Justiça individualmente.   Veja também: Petrobras diz que já normalizou abastecimento de gás Petrobras envia mais gás a distribuidora no Rio após liminar Comgás negocia fornecimento com grandes clientes Consumidores do Rio e SP não sofrem com a falta de gás    Além do apoio jurídico às indústrias, a Firjan também está solicitando uma reunião com o governo federal, Petrobras e os governos estaduais que podem ser atingidos por um racionamento de gás natural. "Queremos que sejam analisadas, com cuidado e tempo, possíveis medidas que afastem esta possibilidade de apagão." A Firjan também quer que a Petrobras ou o governo federal arquem com os custos adicionais da substituição de gás natural por óleo combustível nas indústrias em que isso for possível.   Em nota técnica distribuída à imprensa, a Firjan criticou ainda os constantes reajustes que a Petrobras vem fazendo desde 2005 para o preço do óleo combustível, substituto direto do gás. Segundo números do corpo técnico da instituição, os preços do óleo combustível e do gás natural possuíam paridade até 2004, quando os reajustes do primeiro começaram a disparar e elevaram o seu preço para o dobro do gás natural. "Nessa época já se sabia que podia faltar gás natural no País", comentou.   Desde 2003, quando o novo governo assumiu o poder, a Petrobras iniciou uma campanha de incentivo ao uso do gás natural para cobrir a parcela de combustível importado da Bolívia pela qual o Brasil pagava em contrato, mas não consumia por falta de demanda. Até o final de 2005, a estatal manteve o preço do gás natural estável, para incentivar o consumo do produto.   A partir de 2006, no entanto, a estatização das reservas bolivianas, e possibilidade de risco de um racionamento no País, devido ao uso de gás natural nas usinas térmicas em períodos de falta de chuva, fez com que a estatal invertesse sua política e passasse a desestimular o uso do combustível - repassando reajustes trimestrais sobre os preços do gás.   Crise anunciada   A falta de gás natural no mercado, com o acionamento das usinas térmicas, era esperada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pois o volume que a Petrobras possui para distribuir é inferior à demanda, afirmou o diretor da área de energia da entidade, Luiz Gonzaga Bertelli.   "A Petrobras esperava ampliar o seu contrato com a Bolívia, o que não ocorreu, e a produção local de gás natural ainda é insuficiente. O pólo industrial de São Paulo é o mais prejudicado na falta do gás natural, pois 51% do gás da Bolívia vem para cá. Se a Petrobras não fornecer gás para as térmicas, em breve voltaremos a ter apagões pelo País".   Segundo Bertelli, o Rio de Janeiro tem hoje 1 milhão de veículos movidos a gás, o que agrava ainda mais o problema. "Lembro que foi feita campanha para o uso do gás natural veicular (GNV), e isto sempre nos preocupou, porque as informações que tínhamos era de que o volume de gás que o País recebe e o reforço local eram insuficientes para um atendimento completo do mercado", afirmou.

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