Firjan e CNI otimistas com retomada do crescimento

O presidente da Federação das Indústrias do Rio e Janeiro, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, garante que o País já retomou o caminho do crescimento econômico. Comentando os dados divulgados pela Firjan que apontam um incremento de 11% nas vendas reais da indústria no primeiro semestre no programa ?Espaço Aberto?, da Globo News, ele ressalvou que esse crescimento ainda é pequeno, embora suficientemente consistente para representar mudança no nível de ocupação. "No primeiro semestre foram criados um milhão de empregos com carteira", frisou Gouvêa Vieira. "A massa salarial subiu pela primeira vez e desde 92 que isso não acontecia. Todas as estatísticas mostram realmente uma retomada, uma retomada ainda pequena, mas consistente."Ganho de produtividadeO presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Netto, foi ainda mais enfático ao comentar as estatísticas positivas neste primeiro semestre. "Não há dúvida de que há um processo de recuperação que está em marcha", salientou o líder empresarial em entrevista ao programa ?Espaço Aberto? .Ele garantiu que todos os indicadores de produção física, de vendas industriais e no varejo, além de indicações de recomposição da renda real e da massa salarial indicam que o crescimento da economia já está em curso. "Houve crescimento do nível de atividade em três trimestres consecutivos", ponderou. "É claro que a recuperação do emprego se dá de forma muito lenta. Mas isto se deu pelo extraordinário ganho de produtividade que ocorreu e pela mudança estrutural da economia brasileira."InformalidadeO presidente da CNI esclareceu que o alto índice de informalidade no País caba distorcendo a aferição do nível de desemprego, dificultando uma comparação deste indicativo com o de outros países. "Há no Brasil um quadro de informalidade na economia que não tem paralelo com as economias mais desenvolvidas. As estatísticas, até mesmo na área do emprego, não conseguem capturar de forma adequada a realidade desta imensa economia informal que o Brasil tem", ponderou Armando Monteiro Netto ao ser questionado sobre a relativa redução dos índices de desemprego em países desenvolvidos como a Espanha. "Comparar esses dados numa economia com as características da economia brasileira com economias mais maduras sã sempre dados relacionais precários."Fim do marasmoO presidente da Firjan acredita que uma forma de reduzir a informalidade e o desemprego seria o governo voltar a investir em construção civil, indústria que demanda grande quantidade de mão-de-obra. "A favelização das metrópoles é imensa porque não se constróem casas populares. Isto é verdade no Rio, como é verdade no entorno de São Paulo, ou mesmo nas outras metrópoles do Brasil", assinalou Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. "Mas eu sou muito otimista de que nós estamos no fim dessa estação de marasmo."

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