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Firjan encerra ano com crescimento bom mas abaixo do esperado

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, disse nesta quinta-feira que as atividades industriais do estado do Rio devem encerrar o ano com crescimento de 7% sobre o ano passado. Ele comentou que o percentual está abaixo do que vinha sendo esperado pela Firjan em meados deste ano, quando a perspectiva era de um crescimento de 10%, mas ainda assim "é uma boa evolução". "Se considerarmos que no ano passado houve uma queda de 0,3%, o aumento nas atividades foi considerável", afirmou. A "frustração" das expectativas, segundo ele, pode ser atribuída à "acomodação" das atividades no segundo semestre. "Houve um esforço para cumprir o superávit primário e para conter a inflação foi preciso aumentar os juros. Isso certamente afetou as atividades", considerou o presidente da Firjan.PesquisaUma pesquisa realizada pela Firjan junto a 20 das 200 maiores empresas do Estado do Rio apontou que o empresário fluminense está otimista com o final de ano: 46,8% das 124 empresas entrevistadas em 15 setores diferentes, apontaram tendência de crescimento na produção do quarto trimestre de 2004 com relação ao ano anterior. Outros 34,7% das indústria devem manter as mesmas atividades e 18,5% reduzirão o ritmo da produção. A situação dos empregos, de acordo com o levantamento da Firjan, também é positiva. Em 66,1% o número de funcionários foi mantido neste quatro trimestre com relação ao mês anterior, e em 23,4% será maior. "Tradicionalmente nesta época do ano a indústria já está mais desaquecida e tende a reduzir seus quadros ou conceder férias coletivas. Isso não aconteceu este ano. Muito pelo contrário, as empresas não só estão mantendo o seu terceiro turno, como até contratando um quatro turno, o que é inédito", disse o vice-presidente da Federação, Carlos Mariani. Ainda dentro desta perspectiva, surpreendeu o economista, o fato de 45,2 % das empresas entrevistadas ter informado que deve aumentar suas atividades no primeiro trimestre de 2005, e outras 39,5% devem manter. "No ano que vem, não deve valer a máxima de deixar tudo para depois do Carnaval. Pelo menos é o que estamos sentindo", disse Mariani.Para o próximo ano, 71,7% dos empresários entrevistados pela Firjan afirmaram que em 2005 devem manter ou superar os investimentos feitos em 2004. Apenas 9,7% disseram que não vão investir e outros 18,5% afirmaram que terão menos recursos disponíveis. Mas, segundo o presidente da Firjan, o cenário positivo ainda depende de mudanças estruturais para a geração de um ambiente favorável ao investimento. Entre elas estão o ajuste fiscal permanente, avanços da regulação, redução da burocracia e reforma trabalhista e ainda aceleração da reforma tributária, para desonerar os investimentos.

Agencia Estado,

16 de dezembro de 2004 | 15h10

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