Firjan vai propor ao governo o uso racional de energia

Representantes das indústrias do Rio de Janeiro vão levar ao governo no próximo dia 25 proposta para promover a racionalização de energia no País, com o intuito de evitar um corte drástico nos meses seguintes. Em reunião realizada hoje na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), possíveis medidas foram discutidas para serem propostas ao governo federal, mas, segundo o secretário de Desenvolvimento do Estado, Júlio Bueno, "não serão aceitas medidas locais e sim nacionais"."O primeiro passo, que é admitir que existe o risco de faltar energia, nós já tomamos. O segundo passo é o governo federal também admitir este problema para sentarmos em torno de uma mesa e discutir um pacto nacional", argumentou o presidente do Conselho Empresarial de Energia da Firjan, Armando Guedes Coelho, lembrando que há uma projeção preocupante dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas para o final do mês de janeiro.Entre medidas "racionais", e não de racionamento, que deverão ser propostas ao governo federal, explicou Coelho, estão um maior trabalho junto à eficácia das indústrias e até a possível troca do gás natural por óleo diesel ou óleo combustível.O secretário estadual do Rio, entretanto, ressaltou que estão descartados possíveis cortes no fornecimento do gás que atinjam a população. "Se houver problema de falta de energia todos têm que contribuir. Mas isso será resolvido na conversa e não na força. Se vierem com truculência, já sabem que serão recebidos da mesma forma", disse, lembrando o fato de o Rio de Janeiro já ter obtido liminar judicial que impede a Petrobras de cortar o fornecimento de gás no Estado, a exemplo do que ocorreu no dia 30 de outubro.

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