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Firjan vê risco de falta de energia de 2006 a 2007

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou hoje um documento em que alerta para possíveis riscos de falta de abastecimento de energia elétrica no País no período 2006-2007. O membro do conselho empresarial de energia da entidade e e ex-ministro das Minas e Energia Mauro Thibau disse que "ou haverá regras que permitam logo a definição de investimento para o setor, ou teremos uma situação de alto risco em 2006 e em 2007". Segundo ele, a principal preocupação é que não há recursos expressivos para o setor de energia contemplados no orçamento de 2004 e, por outro lado, também não há, da parte do governo, até o momento, estímulos para investimentos do setor privado. "Ou o governo ajusta o modelo às regras do mercado, reduzindo a interferência governamental, ou mantém esta interferência, mas assegura os recursos para os investimentos", disse Thibau. Segundo ele, há mais de 40 obras licitadas e concedidas no setor privado na área de energia elétrica, "mas não há mais de 12" empreendimentos a serem iniciados neste ou no próximo ano. O documento da Firjan, que foi entregue à Ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff, no último dia 15 de agosto, lembra que o suprimento de energia no País está garantido até 2005, mas a partir daí o horizonte é mais nebuloso."A Firjan entende como imperativo que a iniciativa do governo (de definir o novo modelo energético) não crie um vazio institucional capaz de gerar mais incertezas entre os investidores interessados no setor elétrico, exacerbando um pro cesso de descontinuidade de investimentos que já começa se configurar". Thibau explicou que apesar do alerta da entidade, a Firjan "vê uma vantagem muito grande" do planejamento de longo prazo proposto pelo governo para todo o setor energético e não apenas elétrico. Ele citou também como outro ponto positivo a "revalorização do ministério das Minas e Energia, com recuperação de prestígio e autoridade". Ele disse ainda que o documento da federação é "sereno" e leva em conta apenas que caso ocorram problemas hidrológicos e a forte expansão esperada na economia, a partir do próximo ano, serão necessários novos investimentos, bem definidos, para evitar uma crise no setor elétrico.

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