Firmeza do BC mantém perspectiva de inflação controlada

O diretor indicado de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, disse hoje que a firmeza e a diligência mostradas pelo Banco Central têm permitido que as expectativas de inflação de médio prazo continuem "ancoradas". Isso está ocorrendo, segundo Azevedo, mesmo diante de um quadro de piora da inflação no curto prazo.Ele acredita que este posicionamento da política monetária deverá assegurar uma convergência da inflação para a trajetória de metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, ao longo do tempo. Isto, por sua vez, segundo Azevedo, contribuirá para preservar as expectativas correntes de crescimento da economia.Azevedo enfatizou que atingir inflação baixa e estável é um fator essencial para dar sustentação ao crescimento econômico e assegurar que isso se dê em meio a um processo de distribuição de renda e justiça social. "A concepção deste objetivo exige intransigência com a inflação, mesmo que ela atinja níveis moderados, como os que vivemos no Brasil",afirmou. "Por isso é importante que essa tarefa continue sendo tratada de forma prioritária como tem sido feito no governo do presidente Lula", afirmou Azevedo.Periodicidade das reuniõesAzevedo disse achar adequado o intervalo de um mês entre as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que reavalia a Selic, a taxa básica de juros da economia. O senador José Carlos Valadares (PSB-SE) questionou se não seria mais conveniente um intervalo maior, como ocorre em outros países, já que a freqüência de mexidas na taxa básica de juros sugere uma certa instabilidade na condução da política monetária. Valadares comentou ainda se não seria conveniente o BC criar um grupo de acompanhamento permanente da taxa de juros. Azevedo opinou, entretanto, que, nas atuais condições brasileiras, o intervalo de um mês entre as reuniões do Copom é o adequado.

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