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Fiscais bolivianos invadem instalação da Queiroz Galvão

Governo de Morales rescinde contrato de R$ 200 milhões com a empreiteira para a construção de uma estrada

Carlos Alberto Quiroga, da Reuters,

21 de setembro de 2007 | 16h00

Um grupo de fiscais bolivianos invadiu a principal instalação da construtora Queiroz Galvão na região de Camargo, a cerca de 700 quilômetros de La Paz, informou nesta sexta-feira, 21, a emissora de rádio Erbol. O local, entre as cidades de Potosí e Tarija, é o ponto central da estrada que seria construída pela empresa brasileira. Esta é a primeira ação judicial desde que o governo do presidente Evo Morales rescindiu o contrato de cerca de US$ 200 milhões com a empreiteira para a construção da estrada.  De acordo com a emissora, "os encarregados da estatal Administradora Boliviana de Caminos (ABC) em Camargo foram nomeados depositários e terão de realizar o controle dos bens apreendidos".  A Erbol acrescentou que, após a intervenção, "pelo menos 300 trabalhadores da Queiroz Galvão se declararam em estado de emergência e pediram o pagamento de uma indenização correspondente ao tempo que trabalharam na obra". Por enquanto, a construtora não se manifestou sobre a intervenção em suas instalações.  Há uma semana, o governo boliviano rescindiu o contrato com a Queiroz Galvão, denunciando "irregularidades múltiplas" como alta dos custos e baixa qualidade da construção.  A empreiteira rebateu que defenderá seus direitos na Justiça e acrescentou que as deficiências no projeto se deviam à insuficiência das informações técnicas repassadas pelo governo e a problemas meteorológicos.

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