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Fisher, do Fed, diz que recuperação dos EUA será muito lenta

A recessão nos Estados Unidos está diminuindo, mas a economia não se recuperará de uma maneira "significativa" antes do final do ano, e a deflação permanece um risco nessas circunstâncias, disse uma importante autoridade do Federal Reserve nesta quinta-feira.

REUTERS

28 de maio de 2009 | 21h02

O presidente do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, também afirmou que o apetite por ativos norte-americanos continua intacto, embora se espere um déficit fiscal recorde.

"Continua a haver forte demanda por treasuries de longo prazo", disse Fisher para a Washington Association of Money Managers, em discurso preparado.

Fisher, que este ano não é membro votante no comitê federal de mercado aberto do Fed, disse que espera que a economia encontre seu rumo, mas ponderou que não será uma recuperação vigorosa, ou mesmo uma recuperação mais modesta no formato de "U".

"Será muito bom, mas surpreendente, se vier um crescimento sustentável significativo antes do fim do ano", disse Fisher, acrescentando acreditar que a taxa de desemprego nos Estados Unidos chegue a 10 por cento antes que aconteça uma melhora na economia.

O nível de desemprego nos Estados Unidos foi de 8,9 por cento em abril, acima dos 4,9 por cento no início da recessão em dezembro de 2007, e com a economia em baixa há pouca probabilidade de haver inflação no curto prazo.

"Dada a grande quantidade de economias em queda em todo o mundo, a perspectiva de inflação no curto prazo é pequena. Além disso, as recentes pressões têm apontado para deflação", afirmou.

"Se você quer saber a perspectiva de inflação para o próximo trimestre ou para o ano que vem, olhe para a atual queda na atividade econômica doméstica e global. É pouco provável que a inflação mostre seu lado mais sombrio até que o emprego e a capacidade de produção cresçam", concluiu.

(Reportagem de Alister Bull)

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