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Fitch avalia que emergentes vão suportar crise no curto prazo

A agência acrescenta, contudo, que os emergentes foram contaminados pela turbulência nos mercados globais monetário (dívida de curto prazo) e de crédito

Regina Cardeal, Agência Estado,

23 de agosto de 2007 | 16h13

Os mercados emergentes estão bem posicionados para suportar os problemas nos mercados de crédito global no curto prazo, sem qualquer risco à sua qualidade de crédito, afirma relatório especial da agência de classificação de risco Fitch sobre ratings soberanos. A agência acrescenta, contudo, que os emergentes foram contaminados pela turbulência nos mercados globais monetário (dívida de curto prazo) e de crédito.Como exemplo do impacto, a Fitch cita a ampliação do prêmio de risco dos bônus soberanos, o enfraquecimento de moedas, a queda das bolsas de valores e declínios em alguns mercados de títulos domésticos. A agência estima que, com a mudança do financiamento fiscal para os mercados locais de capital e os balanços externos mais saudáveis, os emissores soberanos emergentes precisam captar apenas mais US$ 7 bilhões nos mercados internacionais de capital em 2007. "Embora os preços de ativos emergentes tenham caído fortemente, a Fitch julga que os fundamentos de crédito soberano emergente são suficientemente robustos para suportar a atual volatilidade nos mercados financeiros globais", diz o relatório.Setor privadoA dívida externa do setor privado que vence nos próximos 17 meses é estimada pela agência em US$ 380 bilhões, ante apenas US$ 43 bilhões dos soberanos. Boa parte desta dívida privada foi feita por entidades com ratings abaixo de seus respectivos soberanos, diz a Fitch. A agência opina que, com reservas internacionais de mais de US$ 3,2 trilhões (US$ 2,1 trilhão excluindo-se a China), os bancos centrais dos mercados emergentes estão bem posicionados para oferecer moeda estrangeira no caso de emissores privados enfrentaram um prolongado fechamento dos mercados internacionais de capital.Segundo a Fitch, o fluxo recorde de capital para as economias emergentes nos últimos anos (o fluxo bruto para os mercados financeiros dos emergentes superou US$ 480 bilhões em 2006) sugere potencial de saídas substanciais de capital que pressionariam os mercados financeiros e as moedas se a "fuga para a segurança" se intensificar. RespostaNo atual ambiente, diz a Fitch, aumenta mais o ônus sobre as autoridades dos mercados emergentes para que se assegure uma resposta em tempo e apropriada aos acontecimentos. Enquanto a flexibilidade do câmbio e as reservas conferem às autoridades mais latitude do que em crises anteriores, a maior participação do estrangeiro nos mercados de ativos locais aumentou o prêmio sobre a administração efetiva da política monetária, afirma a agência.

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