Fitch elogia balanço e política monetária do Brasil

Para chegar à decisão de elevação do rating (nota) soberano do Brasil de "B" para "B+" (veja mais informações no link abaixo), a agência de classificação de risco de crédito Fitch Ratings destacou o desempenho do balanço de pagamentos brasileiro. Segundo comunicado da agência, houve uma melhora dos números, a qual deve continuar diante da expectativa de queda da carga de dívida externa. A agência também avalia que o superávit comercial deverá exceder US$ 23 bilhões este ano, em comparação com os US$ 13,1 bilhões do ano passado, já que as exportações cresceram 20% no acumulado do ano até outubro. A Fitch também destaca que os fluxos de entrada de capitais melhoraram, com uma taxa de rolagem de amortizações de dívidas de longo e médio prazos de 85% no ano até setembro, nível em que a agência estima que as taxas de rolagem precisam estar para manter estáveis as reservas de moeda estrangeira. A agência afirmou em seu comunicado que a política monetária brasileira foi bem sucedida no último ano, resultando na redução da inflação dos preços ao consumidor de uma máxima de 17,2% em maio (numa comparação anual) para 14% em outubro e provavelmente abaixo de 10% até o final do ano. Crescimento fraco pressionou receitas com impostosA agência destacou que um ambiente econômico de crescimento fraco e inflação em queda este ano pressionou as receitas com impostos, que cresceram apenas 1,6% em setembro deste ano em comparação com igual mês do ano passado, versus uma média de 5,7% do terceiro trimestre em comparação com o terceiro trimestre de 2002 e de 16,7% do segundo trimestre frente a igual período de 2002. Entretanto, por meio da contenção de gastos, as autoridades atingiram um superávit primário de R$ 57 bilhões no acumulado do ano até setembro, excedendo a meta de R$ 54,2 bilhões. As informações são da Dow Jones.

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