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Fitch espera que próximo governo do Brasil ajuste políticas fiscais

Agência de classificação de risco afirmou que fundamentos econômicos no Brasil são compatíveis com um país que tem nota soberana BBB, com perspectiva estável

Ricardo Leopoldo, Agência Estado

10 de abril de 2014 | 11h18

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch Ratings disse nesta quinta-feira, 10, esperar que o próximo governo brasileiro apoie sua classificação de crédito realizando ajustes de política que melhorem o desempenho fiscal e a confiança dos investidores.

Em uma teleconferência com investidores, a diretora para América Latina da Fitch Ratings, Shelly Shetty, afirmou que "os fundamentos econômicos" no Brasil são compatíveis com um país que tem nota soberana BBB, com perspectiva estável. Segundo ela, o crescimento do País deve atingir 1,9% e a inflação deve subir 6%.

Segundo Shelly, o maior foco de preocupação com o Brasil neste e nos próximos anos será com o crescimento do País, que é "relativamente baixo", e com o desempenho da área fiscal. Ela manifestou que as contas públicas apresentaram piora nos últimos anos, especialmente com a redução do patamar de superávit primário, que atingiu 1,9% do PIB em 2013. "Vamos observar no próximo governo, em 2015, a adoção das diretrizes econômicas", destacou.

Shelly disse que a questão que envolve a geração de energia elétrica será no curto prazo "um fator de pressão" sobre a economia, mas não sinalizou que isso vai provocar restrições substanciais para o crescimento do País nos próximos anos. O avanço da infraestrutura ganhou maior destaque em seus comentários, pois ela ressaltou que o atual nível de logística e transportes no País impõe limites sérios para o incremento do PIB do Brasil, sobretudo porque é negativo para o aumento da produtividade do setor privado e de toda a economia.

A diretora da Fitch também apontou que a inflação continua no "foco de observação", porque está acima da meta de 4,5%, o que não incentiva a redução das expectativas de agentes econômicos relativas ao IPCA no horizonte relevante da política monetária, que segundo o BC são dois anos a frente. De acordo com a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, a mediana das projeções para a inflação está em 6,35% para 2014 e atingem 5,84% para 2015. Ela fez os comentários durante teleconferência. (Com informações da Reuters)

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