Fitch mantém rating BBB da dívida de longo prazo do Brasil

Agência considera que, apesar de erros políticos, há sinais de correção da condução econômica

Patrícia Braga, da Agência Estado,

18 de julho de 2013 | 16h41

NOVA YORK - A Agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating da dívida de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira e em moeda local em BBB, com perspectiva estável. A Fitch também reafirmou o teto para os ratings de bônus brasileiros em BBB+.

Na sua decisão, a Fitch equilibrou a diversidade econômica do Brasil, sua forte capacidade de absorção de choques, o suporte do robusto balanço de pagamentos externo e sistema bancário capitalizado adequadamente com o enfraquecimento estrutural das finanças públicas, endividamento do governo relativamente elevado, baixa poupança e taxa de investimentos e a falta de reformas substanciais para melhorar a competitividade e flexibilidade fiscal.

Segundo a Fitch, "apesar da dificuldade no ambiente econômico doméstico e erros políticos cometidos por autoridades nos últimos meses, acreditamos que existem sinais de correções na política que, se sustentados, podem ajudar a restaurar a confiança e melhorar a consistência das políticas econômicas. Entretanto, a deterioração observada nas métricas fiscais e de crédito fiscal está dentro do nível de tolerância de seu rating atual".

A agência de classificação de risco afirmou também que apesar da "incerteza política que corroeu a confiança dos negócios e dos mercados nos últimos meses, notamos que os ajustes recentes na política incluindo a aceleração no ritmo de aperto monetário, maior flexibilidade na taxa de câmbio, renovado ênfase na disciplina fiscal e passos para promover o investimento privado em infraestrutura e no setor de petróleo são passos na direção correta e salientam o compromisso das autoridades em manter a estabilidade.

A Fitch prevê que a inflação brasileira continuará próxima de 6% até o final do ano e o crescimento econômico será menos dinâmico do que a média de 4,5% durante os anos de 2006 a 2010. "A combinação de fatores cíclicos e estruturais fundamenta o desempenho baixo do Brasil", afirmou a agência.

A Fitch prevê que o crescimento deve se recuperar para 2,5% em 2013 e aumentar para 3,2% em 2014, com o investimento se recuperando gradualmente e o consumo com o suporte do baixo desemprego, disponibilidade de crédito e inflação mais baixa. "Entretanto, os riscos adversos aos crescimento persistem." Fonte: Dow Jones Newswires.

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