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Fitch mantém rating dos EUA em moeda estrangeira em AAA

Para a agência, o país tem 'maior tolerância à dívida que outros países por causa de sua flexibilidade financeira'

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h09

A agência de classificação de risco Fitch manteve o rating de longo prazo em moeda estrangeira dos Estados Unidos em AAA, com perspectiva estável. Em 15 de outubro, a agência havia colocado a nota em revisão para possível rebaixamento.

"Os EUA têm uma maior tolerância à dívida que outros países AAA por causa da flexibilidade financeira sem paralelos por ser o emissor da moeda de reserva mundial e referência para ativos de renda fixa", explicou a Fitch, em comunicado.

A Fitch elogiou a suspensão do limite da dívida federal até março de 2015 de um modo que evitou incertezas sobre o total compromisso americano, e lembrou que além desse prazo o Departamento do Tesouro ainda poderá implantar medidas extraordinárias para manter o governo financiado até julho.

No entanto, após esse período há o risco de novos embates políticos que podem colocar em dúvida a total capacidade de pagamento dos EUA e a importância do dólar americano, alertou a Fitch. "A combinação de polarização política, equilíbrio de forças no Congresso e a lei de limite da dívida federal afetaram negativamente a coerência da política econômica."

Mesmo assim, o cenário base da Fitch prevê que os EUA conseguirão suspender novamente ou elevar o limite da dívida antes de o Tesouro encerrar as medidas extraordinárias.

A agência também reduziu a projeção para a dívida bruta do governo geral para um pico de 100% neste ano, de 110% projetados anteriormente, o que era incompatível com uma nota AAA para os EUA. A Fitch também projetou a dívida do governo federal em 72,5% neste ano.

A consolidação fiscal também foi elogiada, com a previsão de um déficit orçamentário federal de 2,9% neste ano fiscal e de 2,6% no próximo. A Fitch também disse que o acordo orçamentário bipartidário anunciado em outubro melhorou a coerência da política econômica.

Mercado financeiro. As ações na Bolsa de Nova York começaram o dia em alta, impulsionadas pela manutenção do rating AAA dos EUA, mas passaram a cair em meio a uma forte venda de papéis do setor de saúde. O índice S&P 500 caiu 0,30%, ou 5,49 pontos, para 1.866,52 pontos, depois de ter atingido o novo recorde intraday de 1.884 pontos mais cedo. Na semana, o S&P 500 acumulou alta de 1,4%. O índice Dow Jones recuou 0,19%, ou 28,28 pontos, para 16.302,77 pontos, com avanço de 1,5% na semana. O Nasdaq teve baixa de 0,98%, ou 42,50 pontos, para 4.276,79 pontos, pressionado pelas ações de empresas de saúde e pelas ações da Symantec. Mas na semana o índice subiu 0,7%.

As ações americanas caíram no início da semana, especialmente depois de o Federal Reserve alimentar expectativas de que a taxa de juros nos EUA pode ser elevada mais cedo que o previsto. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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