Reuters
Reuters

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Fitch melhora projeção de crescimento do Brasil para 2017 e 2018

Agência prevê crescimento de 1,2% em 2017 e 2,2% em 2018

Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2016 | 16h21

NOVA YORK - A agência de classificação de risco Fitch Ratings melhorou a projeção de crescimento da economia brasileira para 2017, de 0,7% para 1,2%. Para 2018, a estimativa também foi aumentada, de 2% para 2,2%. Em 2016, porém, o número foi mantido e a expectativa é de contração de 3,3%. Os número fazem parte do relatório "Panorama Econômico Mundial" divulgado nesta segunda-feira, que traz uma atualização do cenário feita pelos analistas da Fitch.

O aumento das previsões para o Brasil nos próximos dois anos, de acordo com o relatório, reflete a maior estabilidade da economia e a melhora da confiança, que parece estar saindo do fundo do poço. A Fitch alerta, contudo, que o fracasso do governo de Michel Temer em entregar o ajuste fiscal pode trazer a incerteza de volta e pesar no ritmo da recuperação.

"Indicadores de confiança têm apresentado melhora nos últimos meses e a recuperação pode continuar", afirma o relatório, prevendo que a economia brasileira pode começar a crescer novamente a partir do final do ano. "O foco agora se volta para a agenda de reformas de Temer."

A Fitch agora espera que o Banco Central comece a cortar juros este ano e aprofunde o movimento em 2017. Após atingir um pico de alta, a inflação dá sinais de ceder e as expectativas inflacionárias para 2017 e além começam a apresentar redução, "potencialmente refletindo ganhos de credibilidade na nova liderança" do BC e o maior foco da autoridade monetária de buscar o centro da meta de inflação.

A previsão da Fitch é que a inflação ao consumidor termine este ano em 7,3%, caindo para 5,2% no ano que vem e 5% em 2018. Já a Selic deve se reduzir dos atuais 14,25% para 13,75% no final de 2016, 11,50% em dezembro do ano que vem e 10% em 2017.

O relatório também traz previsões para a taxa de câmbio, que deve terminar 2016 em R$ 3,40 e subir para R$ 3,60 no final do ano que vem. Uma nova alta é esperada para 2018, quando o dólar deve terminar valendo R$ 3,80.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.