Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Fitch não acredita em alta dos juros no Brasil

O diretor para finanças públicas da agência de classificação de risco Fitch, Richard Fox, acredita que o Banco Central brasileiro irá adotar uma atitude cautelosa diante do aumento da inflação, não promovendo no curto prazo uma elevação da taxa de juros. "O aumento da inflação é muito compreensível diante da desvalorização que o real sofreu até a eleição", disse Fox à Agência Estado. "Mas desde então a moeda brasileira vem se recuperando e acho que as autoridades vão aguardar para ver se essa tendência continua antes de promover um aperto monetário.?Ele alertou, no entanto, que se a inflação começar "a contaminar os reajustes salariais estaremos diante de uma situação muito mais preocupante". Fox salientou que "talvez o pior já tenha passado" no que se refere à desvalorização do real e o seu impacto na inflação. "Tudo vai depender dos atos do próximo governo e não teremos uma noção bem clara disso antes de alguns meses", disse.Segundo ele, o real poderá continuar se recuperando gradativamente "desde que o futuro governo petista continue dando os sinais positivos emitidos até o momento". O analista não acredita, no entanto, que a moeda brasileira volte a ser cotada a cerca de três unidades por dólar no final deste ano, como alguns economistas vêm prevendo. "Eu ficaria muito surpreso com isso, a recuperação está aliada à conquista de confiança no novo governo e isso vai levar algum tempo, será gradual, paralela aos atos concretos do novo presidente."Em contrapartida, Fox acredita que o BC não poderá reduzir os juros nos próximos meses. "Enquanto a trajetória sustentável do câmbio não ficar clara e também não houver um desfecho da situação do Iraque - e o seu impacto nos preços do petróleo - será difícil reduzir os juros", afirmou."Será uma situação muito complexa nos próximos meses, com vários fatores interagindo, desde os passos do novo governo até os rumos do conflito no Oriente Médio, por isso acredito que a postura a ser adota será a de esperar-para-ver." O analista acrescentou que o controle inflacionário foi uma "uma conquista formidável" do país nos últimos anos e parece estar arraigada na sociedade brasileira.

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 16h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.