Fitch não vê problema de liquidez para a OGX no curto prazo

Apesar da queda das ações da petrolífera, agência não acredita que a empresa esteja no meio de um ‘evento catastrófico’

Álvaro Campos, da Agência Estado,

05 de abril de 2013 | 19h03

RIO - A petroleira OGX Petróleo e Gás Participações não está enfrentando um choque de liquidez, apesar da enorme queda das ações da companhia esta semana, segundo afirma a analista Ana Paula Ares, da agência de classificação de risco Fitch.

"A evolução dos volumes de produção neste ano e no próximo vai determinar a situação de longo prazo da empresa", comentou Ana Paula em uma entrevista para a Dow Jones. Segundo ela, a Fitch não antecipa nenhuma mudança no rating da companhia no momento, mas não hesitaria em agir se algum novo evento exigir alterações.

A analista afirma que a OGX não está no meio de um evento catastrófico, mesmo em meio a uma queda acentuada nos preços das suas ações e bônus. "Um rating B não é a nota de uma empresa perto do default. A OGX não tem nenhum vencimento de dívida agora, então isso dá à empresa certo espaço para manobrar e aumentar a produção de petróleo", explica Ana Paula.

Segundo a Fitch, o rating da OGX também reflete o fato de que a empresa é nova e provavelmente encontraria condições de crédito "muito apertadas", já que tem de investir pesadamente em exploração e desenvolvimento, enquanto o nível de produção ainda é limitado.

Ana Paula acredita que o caixa de US$ 1,7 bilhão da OGX será suficiente para financiar o plano de investimentos de US$ 1,3 bilhão para este ano. Além disso, a produção de petróleo, mesmo abaixo do esperado, deve gerar dinheiro suficiente para financiar os investimentos previstos para 2014. "Nós não vemos nenhum problema de liquidez no momento", afirma.

Outro fator é que o empresário Eike Batista tem uma opção de compra de U$ 1 bilhão em ações da OGX, ao preço de R$ 6,30 cada. A opção expira em 30 de abril de 2014 e Ana Paula afirma que a forma como esse dinheiro vai ser investido será importante. "Se eles adquirirem um ativo que já está gerando caixa ou pode ser colocado em produção rapidamente, isso seria neutro ou até mesmo positivo para o rating da empresa", afirma. Do outro lado, novos investimentos em áreas que ainda precisam ser desenvolvidas "não seriam vistos da mesma maneira". As informações são da Dow Jones.

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