Fitch prevê dias difíceis para bancos médios

A agência de classificação de risco de crédito Fitch, uma das três mais respeitadas do mercado financeiro global, acredita que os bancos de médio porte do Brasil vão continuar sob pressão. Apesar disso, a empresa informou que está confortável com os atuais ratings (notas) atribuídos a essas instituições.

LEANDRO MODÉ, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2011 | 03h04

Essas são as duas principais conclusões de um relatório divulgado ontem pela agência. "Assim como na crise de 2008, a Fitch prevê que, até que os fluxos locais de funding comecem a ter um fluxo firme, a pressão sobre os bancos médios vai permanecer", diz o texto. Funding é o colchão de dinheiro que os bancos precisam para operar.

O segmento de bancos pequenos e médios causa apreensão no País desde o aprofundamento da crise global, em setembro de 2008, com a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brother. As fontes externas de financiamento ficaram mais restritas e mais caras.

A situação piorou após os problemas do banco Panamericano. Com o agravamento da crise europeia, bancos já têm sentido o encarecimento das linhas de crédito ao comércio exterior.

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