Fitch reafirma ratings do Brasil em BBB

A agência de classificação de risco Fitch reafirmou na quinta-feira os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira do Brasil em BBB, com perspectiva estável. O teto país foi mantido em BBB+. Os ratings de curto prazo permaneceram em F2.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

26 de julho de 2012 | 17h57

Em comunicado, a Fitch afirma que o rating do Brasil leva em conta as fortes métricas do balanço patrimonial externo, o sistema bancário bem capitalizado e o consenso sobre o principal guia das políticas econômicas. Em contrapartida, pesam fatores como a fragilidade estrutural das contas públicas, a dívida relativamente alta do governo, os baixos níveis de investimento e o ritmo lento das reformas.

"A taxa de câmbio flexível do Brasil, os déficits moderados em conta corrente, a forte entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) e o nível robusto das reservas internacionais, de mais de US$ 370 bilhões, fortalecem a capacidade de absorção de choques do País", diz a Fitch.

A agência cita também a forte posição de credor externo líquido do Brasil. "A Fitch espera que os fundamentos do rating do Brasil continuem resilientes a ameaças dos elevados riscos externos e ao potencial impacto desfavorável nas dinâmicas de crescimento do País."

A agência aponta que a economia brasileira perdeu um ímpeto considerável nos últimos meses e que essa desaceleração se provou mais profunda e prolongada do que o anteriormente previsto. Entretanto, a Fitch acredita que o crescimento deve se acelerar para 4,5% em 2013, de 2,5% em 2012, impulsionado pelos estímulos monetários, entre outros fatores. Mas ainda existem riscos de baixa oriundos do cenário macroeconômico global desafiador e das incertezas sobre a efetividade das políticas monetárias e outras ações de estímulo.

"Embora elementos cíclicos sejam em parte responsáveis, a Fitch acredita que a prolongada desaceleração e a frágil recuperação econômica destacam a necessidade de novas reformas para melhorar a competitividade e incentivar os investimentos. A taxa de investimento do Brasil, de menos de 20%, é inferior à mediana dos países com rating BBB e dos outros membros do grupo Bric (que além do Brasil conta com Rússia, Índia e China). O sistema tributário pesado e complexo e a frágil infraestrutura revelam algumas das fraquezas no ambiente de negócios do País", diz o relatório. As informações são da Dow Jones.

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