Fitch rebaixa nota da Argentina para ‘calote restrito’

Para a agência de classificação de risco, o não pagamento dos juros da dívida, que venceram na quarta-feira, constitui um calote

Stefânia Akel, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2014 | 17h02

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou o rating soberano da Argentina de CC para RD, ou "default restrito", após o país não ter sido capaz de realizar o pagamento dos juros de bônus discounts emitidos sob lei estrangeira após o vencimento em 30 de julho. "Segundo os critérios da Fitch, isso constitui um default (calote)", afirmou a agência, em relatório. O teto-país da Argentina foi rebaixado de B- para CCC.

De acordo com a Fitch, o rebaixamento reflete a visão de que a economia argentina vai sofrer com a maior incerteza e volatilidade financeira que se segue ao default, especialmente se a duração da moratória for imprevisível. 

"A economia argentina já está em recessão e isso deve se agravar na medida em que o default afeta a confiança e potencialmente restringe os fluxos estrangeiros ao país, provocando volatilidade cambial", apontou.

A agência ressaltou que a retomada do pagamento das dívidas deve levar a uma elevação do rating soberano e que, quando isso ocorrer, a Fitch vai revisar todos os ratings da Argentina e fazer uma avaliação baseada na capacidade do país de cumprir suas obrigações, além de seus fundamentos econômicos e riscos remanescentes de litígio.

Na quarta, antes do anúncio de que a Argentina não entrou em acordo com os credores, a agência Standard & Poor's rebaixou o rating soberano da Argentina de CCC- para "default seletivo", argumentando que o país foi inadimplente em algumas de suas obrigações.

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