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Fitch rebaixa rating da Eletropaulo e viés vira negativo

Rebaixamento 'reflete o enfraquecimento do perfil de crédito da empresa, com a redução de seu fluxo de caixa'

EULINA OLIVEIRA , O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h20

A Fitch Ratings rebaixou ontem os IDR's (Issuer Default Ratings - Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) de longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local da Eletropaulo para "BB+", de "'BBB-". Em paralelo, a agência afirmou o rating nacional de longo prazo "AA(bra)" da companhia. A perspectiva de todos os ratings foi revisada para negativa, de estável.

Segundo a Fitch, o rebaixamento dos ratings "reflete o enfraquecimento do perfil de crédito da Eletropaulo, que se deve à significativa redução de seu fluxo de caixa das operações". Conforme a agência de classificação de risco, essa redução é resultante da última revisão de tarifas e do aumento dos custos de energia.

Tarifas. A Fitch ressalta que as tarifas da Eletropaulo foram reduzidas em 9,33%, em média, ao fim da terceira revisão tarifária, em 2012, e que a elevação dos custos da energia resulta da menor disponibilidade hidrológica e maior despacho termoelétrico no País.

"Embora a maior parte destes custos esteja sendo compensada por um fundo setorial em bases mensais, a parcela remanescente será repassada aos usuários finais somente por meio do aumento anual das tarifas, o que eleva as necessidades de capital de giro."

Crédito. Os indicadores de crédito da Eletropaulo no primeiro trimestre de 2013, diz a Fitch, também foram impactados pelo reconhecimento de R$ 2,8 bilhões adicionais de passivos previdenciários em função de nova regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A agência explica também que perspectiva negativa reflete a possibilidade de novas pressões sobre a geração de fluxo de caixa em função da obrigação de a companhia devolver recursos aos usuários finais e da potencial revisão negativa das tarifas em 2015.

A companhia terá de devolver aos consumidores finais cerca de R$ 1,1 bilhão cobrados a mais de julho de 2011 a junho de 2012.

"Este quadro pode criar desafios para que a companhia mantenha sua estrutura de capital em linha com os ratings atribuídos."

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