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Fitch rebaixa rating de bancos brasileiros, incluindo Caixa, BNDES e instituições privadas

Agência revisou a nota do BB, Itaú, Santander, Bradesco e outros bancos privados; decisão é um reflexo do rebaixamento do rating do Brasil na semana passada

Francine De Lorenzo e Karin Sato, O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2015 | 19h17

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch revisou os ratings de bancos brasileiros, como reflexo do rebaixamento da nota de crédito do Brasil na semana passada.

Os ratings de longo prazo em moedas local e estrangeira da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco da Amazônia e do Banco do Nordeste do Brasil foram rebaixados de BBB para BBB-, com perspectiva negativa.

Já os ratings de longo prazo em moedas local e estrangeira do Banco Société Générale Brasil foram rebaixados para BBB e BBB+, respectivamente, de BBB+ e A-.

A decisão segue o rebaixamento da nota soberana do País. Na semana passada, a agência rebaixou o rating do Brasil e disse que pode tirar o grau de investimento em até 18 meses.

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'Bancos brasileiros estão enfrentando fortes contratempos em função da deterioração do ambiente operacional', disse a Fitch
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Bancos privados. A Fitch também rebaixou os ratings de probabilidade de inadimplência do emissor (IDRs, na sigla em inglês) de oito instituições financeiras - Banco do Brasil, Banco Votorantim, Bradesco, Itaú Unibanco Holding, Itaú Unibanco, Itaú BBA, Santander Brasil e Safra. Todos foram colocados em perspectiva negativa.

Outras nove instituições - BTG, BTG Pactual Holding, BTG Investments LP, Pan, Brazilian Finance & Real Estate, Brazilian Mortgages Cia. Hipotecaria, Brazilian Securities Cia. de Securitização, ABC Brasil e Daycoval - tiveram as perspectivas de seus IDRs de longo prazo revisadas de estável para negativa.

Já os ratings de viabilidade de seis dessas instituições financeiras - Bradesco, Itaú Unibanco Holding, Itaú Unibanco, Itaú BBA, Santander Brasil e Safra - também foram rebaixados.

Por fim, cinco delas tiveram seus ratings de viabilidade afirmados - Banco do Brasil, Bando Votorantim, Daycoval, ABC Brasil e Pan.

A Fitch explicou que, "apesar dos importantes colchões de reserva em termos de capacidade de geração de resultados, da saudável cobertura de provisões para perdas de crédito, do capital satisfatório, liquidez confortável e melhor perfil de captação, os bancos brasileiros estão enfrentando fortes contratempos em função da deterioração do ambiente operacional." 

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