SERGIO CASTRO|ESTADÃO
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Fitch rebaixa ratings de cinco Estados e dois municípios brasileiros

As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro tiveram a nota rebaixada; revisão acontece para adequar os ratings subnacionais à nota do Brasil, que perdeu o grau de investimento este mês

Renato Martins, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2015 | 19h29

SÃO PAULO - A Fitch Ratings rebaixou para BB+, de BBB-, os IDRs (ratings de probabilidade de inadimplência do emissor) dos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, assim como os dos municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, rebaixou os IDRs dos Estados do Maranhão e do Rio de Janeiro para BB-, de BB. A Perspectiva de todos os IDRs é negativa.

A Fitch também revisou ratings em escala nacional dos estados de Santa Catarina, Maranhão e Rio de Janeiro, "para manter a consistência entre as relatividades de rating".

Segundo a Fitch, "as ações de rating seguem o recente rebaixamento do rating soberano do Brasil para 'BB+', de 'BBB-', com perspectiva negativa, bem como a revisão do teto país para BBB-, de BBB. Dadas as características do marco institucional brasileiro, a Fitch não classifica nenhum subnacional acima do soberano. É o caso dos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além dos municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro, cujas classificações foram equalizadas às do Brasil, em BB+.

No caso do Maranhão, o Estado possui dependência acima da média em relação às transferências da União, que corresponderam a mais de 50% de suas receitas operacionais em 2014. O rebaixamento dos ratings do Estado do Rio de Janeiro reflete sua relativamente alta dependência de atividades petrolíferas. Como tem recebido poucos royalties, dada a queda dos preços da commodity, a Fitch acredita que o estado precisará se alavancar ainda mais sobre suporte do governo federal em relação à parcela da União em sua dívida total".

"Os IDRs dos sete subnacionais se moverão de acordo com os do soberano. Logo, serão afetados por mudanças subsequentes nos IDRs do Brasil e em suas perspectivas e/ou pela probabilidade de o governo lhes prestar suporte. No entanto, a Fitch não espera mudança na propensão da União em prover apoio aos subnacionais em caso de necessidade", diz a agência.

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