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Fitch:chance de grau de investimento em 2008 não é alta

O Brasil está mais perto do que nunca de obter o grau de investimento, mas sua chance de conseguir isso em 2008 está abaixo de 50%, disse à agência de notícias Dow Jones o diretor-executivo da agência de classificação de risco Fitch Ratings no Brasil, Rafael Guedes. "A melhora contínua nas contas externas e o fato de que o Brasil tem mostrado grande resistência à atual crise de crédito global são fatores-chave que podem contribuir para o grau de investimento", afirmou Guedes.A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores estrangeiros na hora de decidir em que país irão colocar suas aplicações. Ela reflete o risco que um país tem de não honrar o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, menor é o risco e, portanto, maior é a capacidade do país de atrair investimentos.A partir de um determinado patamar de classificação de risco o país é considerado "grau de investimento". Ou seja, o risco de calote é muito baixo. Muitos fundos de investimento estrangeiro direcionam recursos apenas para países que têm esta classificação. Atualmente, o Brasil está apenas uma nota abaixo do grau de investimento.Em maio de 2006, a Fitch elevou a nota de crédito (rating) do Brasil de BB para BB+, tornando-se a primeira agência a colocar o Brasil a uma nota do grau de investimento. "Desde então, o Brasil continua a registrar avanços nos números externos", acrescentou Guedes. "Se notarmos que todas as três agências têm o Brasil a exatamente uma nota do grau de investimento, é totalmente realista dizer que o Brasil nunca esteve tão perto de obter a nota do que está agora", disse. O Brasil também está classificado uma nota abaixo do grau de investimento pela Moody''s Investors Service e a Standard and Poor''s. No entanto, Guedes disse que o Brasil ainda precisa de tempo para firmar seu desempenho melhorado. "A possibilidade de que o Brasil obtenha o grau de investimento este ano está abaixo de 50%", disse. Ele não quis comentar se a Fitch fixou a data para a reunião de seu comitê para revisar o rating de Brasil. Sobre o relatório divulgado esta manhã pelo Banco Central, Guedes disse que "os fatos ressaltados pelo BC mostram um avanço substancial para o Brasil, especialmente se lembrarmos que há cinco anos, por exemplo, o Brasil ainda usava recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI)". No relatório, o Banco Central estima que o Brasil pode já ser credor líquido externo em mais de US$ 4 bilhões. As informações são da agência Dow Jones.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2008 | 17h00

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