Lucas Jackson/Reuters
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'Fiz carta como capitalista, não ambientalista', diz Fink

Presidente da gestora BlackRock vai barrar em seu portfólio empresas que não tenham compromisso ambiental

Fernanda Guimarães e Cynthia Decloedt, SÃO PAULO

18 de julho de 2020 | 21h00

No início de 2020, em sua carta anual aos dirigentes de empresas que estão no seu portfólio de investimentos, Larry Fink, presidente da BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, chamou a atenção para a questão ambiental.

“A consciência está se modificando rapidamente, e acredito que nós estamos prestes a reformular fundamentalmente as finanças”, escreveu. “A evidência do risco para o clima leva os investidores a reavaliar os pressupostos básicos das modernas finanças”.

Na sexta-feira, em um painel do evento Expert XP, Fink disse que, apesar de ser um ambientalista, não redigiu a carta nesta condição, mas sim como um capitalista.

 “Nas conversas com clientes em todas as partes do mundo, vimos cada vez mais perguntas de como eles deveriam incorporar as mudanças climáticas em suas carteiras. O risco climático existe e nossa busca era prover informações estatísticas para que os clientes pudessem investir melhor”, afirmou Fink.

Não é apenas retórica. Na semana passada, a BlackRock anunciou ter votado contra a administração de 53 empresas, dentre elas a ExxonMobil, a Chevron e a Volvo, nas últimas assembleias ou em reuniões de conselhos de administração, por identificar falta de compromisso com questões climáticas.

 

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