Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

‘Se guerra perdurar, não podemos descartar estado de calamidade’, diz Flávia Arruda

Ministra da Secretaria de Governo diz que se a guerra perdurar, outras medidas podem ser tomadas para enfrentar a alta no preço internacional do petróleo

Bruno Luiz, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2022 | 20h35

SALVADOR - A ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, afirmou que o governo federal não descarta a possibilidade de decretar estado de calamidade no País, caso a guerra entre Ucrânia e Rússia se estenda por muito tempo. O governo se preocupa com a possibilidade de o conflito provocar alta desordenada no preço internacional do barril do petróleo, o que poderia ter impacto direto no Brasil.

“Não dá para ter previsibilidade de nada. Se a guerra perdurar, não podemos descartar a possibilidade de outras medidas, como um estado de emergência, guerra, calamidade, a depender do cenário que vamos enfrentar. No momento de instabilidade com a guerra, tudo vai depender do tempo que isso vai levar”, afirmou a ministra durante entrevista no evento "Sob o Olhar Delas, uma Conferência de Política e Economia", organizado pela XP Inc. 

Os efeitos da guerra já são sentidos no País. Ontem, a Petrobras anunciou reajuste nos preços da gasolina, diesel e GLP, o gás de cozinha, medida atribuída à “elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia" devido ao conflito. As sucessivas altas nos combustíveis afetam a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que disputará a reeleição.

A decretação de estado de calamidade permitiria ao governo abrir os cofres em pleno ano eleitoral, quando as regras para despesas são mais rígidas. Como mostrou o Estadão/Broadcast a possibilidade de um decreto desse tipo é criticada por autoridades e especialistas.

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