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Fleury compra laboratório URP

Com 16 redes, o Fleury já fatura R$ 600 milhões por ano

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

O grupo Fleury Medicina e Saúde, que controla 16 redes de laboratórios e centros de medicina, anunciou ontem a aquisição da URP Diagnósticos Médicos, empresa de exames diagnósticos por imagem da capital paulista. A URP tem faturamento anual de cerca de R$ 30 milhões e conta com duas unidades de atendimento em regiões nobres de São Paulo. O valor do negócio não foi anunciado. Segundo o presidente do grupo Fleury, Mauro Figueiredo, não deve haver mudanças na equipe médica da empresa.Presente em cinco Estados e no Distrito Federal, o grupo deve alcançar este ano um faturamento de R$ 600 milhões. "Estamos seguindo nossa estratégia de crescer em dois eixos: aquisições de outros laboratórios e a diversificação dos negócios", diz Figueiredo.O Fleury iniciou este ano as obras de seu segundo hospital-dia, um centro de medicina especializado em pequenas cirurgias. "É um mercado pequeno no País, onde esperamos crescer futuramente", disse o executivo. "Os laboratórios ainda são o maior negócio."Há entre 15 mil e 18 mil empresas de medicina laboratorial no Brasil. O grupo Fleury já tem outras aquisições em vista, e deve anunciar outra já no próximo mês. A maior concorrente do Fleury, a Diagnósticos da América (Dasa), dona das marca Delboni, diz ter 40 laboratórios em vista - sendo que 20 já têm algum contrato assinado. "Desde nossa abertura de capital, em novembro de 2004, fizemos 11 aquisições", diz o gerente de relações com investidores do Dasa, Tharso Bossolani. "Apesar disso, o mercado continua extremamente pulverizado e mesmo as grandes empresas possuem fatias pequenas de mercado."O Dasa está presente em oito Estados. "Nos últimos 12 meses, comprados cinco marcas", diz Bossolani. "Somados, o faturamento desses laboratórios adquiridos é de R$ 324 milhões." O grupo deve fechar o ano com faturamento de R$ 1 bilhão.Segundo Bossolani, é complicado abrir laboratórios onde a empresa não está presente. "É melhor adquirir uma empresa local e começar a expansão orgânica." O Dasa deve manter o ritmo de crescimento. "Não vejo por que não fazer nos próximos três anos o que fizemos nos três últimos", diz.

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