Florense reduz lojas e vende mais

Diferentemente do que ocorre com a maioria das empresas do seu setor, a abertura de novas lojas não está nos planos de expansão da fabricante de móveis Florense, de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Ao contrário, desde 2004 a empresa apresentou um desafio para os seus franqueados: reduzir o número de pontos de venda e aumentar o espaço físico das lojas. O projeto será concluído no final do ano, tão logo ocorra a reinauguração das lojas de Belo Horizonte e Curitiba. Das 100 franquias em atividade em 2000, com tamanho médio de 300 metros quadrados, restam 60 lojas, que ocupam uma área de cerca de 800 metros quadrados cada uma. "Precisávamos de um espaço maior nas lojas para expor toda a nossa linha de produtos", diz Mateus Corradi, gerente de marketing da Florense. O mix de produtos da empresa, voltada para os consumidores das classes A e B, inclui mobiliário para todos os ambientes da casa, escritórios e hotelaria. "O resultado da aposta em lojas maiores foi o aumento das vendas, que dobraram em algumas operações após as reformas", diz Corradi. Ele cita o exemplo de um franqueado da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que possuía três lojas na região e, com a unificação delas, dobrou o faturamento.

Clayton Netz, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2010 | 00h00

Exportação. Os planos para as vendas externas também contemplam um novo modelo de expansão. A empresa está substituindo os distribuidores de seus produtos na África, Estados Unidos, México, Panamá, República Dominicana e países do Mercosul, por franqueados. Atualmente, são 11 franquias. Outras três, em Santiago do Chile, Buenos Aires e na Guatemala, devem ser inauguradas até o ano que vem.

Atualmente, as exportações representam 10% do faturamento da Florense, que chegou a R$ 135 milhões em 2009. Com as novas lojas e uma presença maior no exterior, a expectativa para este ano é de um faturamento de R$ 160 milhões, um crescimento de 20% sobre o ano passado.

MOBILIÁRIO

Flexform fecha parceria com americana Knoll

A Flexform, fabricante paulista de cadeiras, vai anunciar hoje uma parceria para a distribuição dos produtos da americana Knoll, também especializada em mobiliário. Dona de um faturamento de US$ 600 milhões em 2009 e de cerca de 300 pontos de venda espalhados pelo mundo, a Knoll vai ganhar mais 49 pontos de venda no Brasil com o acordo com a Flexform. Segundo Pascoal Ianoni, presidente da Flexform, a relação pode avançar para a troca de tecnologia e até para um joint venture nos próximos anos.

SEGUROS

SulAmérica reestrutura sua equipe de direção

Aos poucos, a SulAmérica, uma das maiores seguradoras nacionais, vai reestruturando seu time de direção, na esteira do afastamento do empresário Patrick Larragoiti da presidência, no primeiro semestre do ano. Em abril, Larragoiti foi substituído pelo executivo Thomaz Menezes, que comandava os negócios da corretora de seguros Marsh na América Latina.

Em agosto, Menezes contratou Matias de Ávila, que trabalhava na Liberty Seguros, para a vice-presidência comercial. Com ele também trocou de lado outro funcionário da Liberty, Fernando Conforto, recrutado para a diretoria comercial corporativa do grupo, juntamente com Gilson Bochernitsan, diretor de vendas que trabalhava na Allianz Seguros. Herdeiro da família controladora, Larragoiti continua na presidência do conselho de administração da SulAmérica.

SUSTENTABILIDADE

Avon arrecada US$ 2 mi para aplicar em projeto

A Avon vai investir US$ 2 milhões no plantio de 2 milhões de árvores, em parceria com a ONG The Nature Conservancy Brazil, na Mata Atlântica brasileira. O dinheiro é resultado da campanha de arrecadação de fundos Viva o Amanhã Mais Verde, promovida pelo grupo americano e suas subsidiárias espalhadas ao redor do mundo.

AVIAÇÃO

Omni importa helicópteros de 9 mi para o petróleo

A carioca Omni Táxi Aéreo recebe nesta sexta-feira três helicópteros Agusta AW139, com capacidade para 16 passageiros, que serão utilizados em suas operações nas plataformas de petróleo do litoral fluminense. Cada uma das unidades custou a bagatela de 9 milhões. Segundo João Paulo Bougleux, responsável pela área de logística da Omni, a empresa, que já comprou oito AW 139 em 2010, vai adquirir mais três helicópteros do mesmo modelo até o final deste ano.

QUEM QUER DINHEIRO?

US$ 35 bi

é o valor oferecido pelo Banco do Japão aos bancos comerciais do país para estimular os empréstimos ao setor privado. Os bancos recusaram por não acreditar que haja demanda para esse dinheiro

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