Yunaidi Joepoet
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Florestas equilibram produção de café e ecologia

Nespresso e SOS Mata Atlântica firmam parceria para replantio de 50 mil árvores nativas no interior de SP

Nespresso, Media Lab Estadão
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05 de junho de 2020 | 06h00

Com o objetivo de extrapolar as fronteiras do próprio negócio e deixar um legado para o planeta, a Nespresso Brasil, em conjunto com a SOS Mata Atlântica, está desde o ano passado transformando a paisagem da Serra da Mantiqueira, uma das principais áreas de produção de café para a empresa com sede na Suíça.

Acabou em março a primeira fase do projeto. A empresa investiu US$ 100 mil no plantio de 25 mil árvores nativas na região. Outras 25 mil foram plantadas pela SOS Mata Atlântica. Na paisagem, nos próximos anos, vão crescer de forma saudável e bem vistosa exemplares de ipê, jequitibá, palmito-juçara, quaresmeira, jatobá e dezenas de outras espécies típicas da Mata Atlântica.

“As fazendas com que a gente trabalha, por causa da nossa política de produção sustentável, estão bem em termos de preservação florestal, mas os vizinhos, muitas vezes, não estão. Pode ser até que algumas fazendas nunca trabalhem com a Nespresso, por produzirem gado ou oliveiras, mas a reconstrução florestal proposta vai ajudar a todos em termos de biodiversidade e até disponibilidade de água”, afirma Claudia Leite, responsável pelas áreas de Criação de Valor Compartilhado e de Comunicação Corporativa da Nespresso Brasil.

De acordo com dados gerados pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o município de São Sebastião da Grama (SP), na área escolhida para o início do plantio, tem apenas 8% de remanescentes de Mata Atlântica. “Ao contrário de outros projetos, não vamos apenas plantar as mudas. Pela nossa parceria, existe um compromisso de que todo plantio feito na região seja acompanhado por cinco anos”, diz a gestora da Nespresso.

Para Guilherme Amado, líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™️, a ideia do projeto é focar no macro, além das fazendas. Diante dos desafios globais que temos hoje, como o das mudanças climáticas, é necessário trabalhar nas paisagens e nas regiões que produzem café”, afirma Amado. “A nossa estratégia está voltada para criar impactos positivos para todos.”

“O trabalho é de longo prazo. Se não conseguimos conectar as regiões de mata que ainda existem, por meio dos chamados corredores ecológicos, a biodiversidade não volta. Para o nosso negócio, que é a produção de café de qualidade, também precisamos da floresta em pé”, afirma Claudia.

Coordenadora de Restauração Florestal da SOS Mata Atlântica, Aretha Medina, afirma que o pontapé inicial do projeto, com as 50 mil mudas, englobou 25 hectares em cinco propriedades. Outras 50 mil mudas serão plantadas no segundo semestre. “Quando atingirmos o objetivo final de restaurar todos os 277 hectares previstos, os remanescentes de Mata Atlântica no município vão subir de 8% para 12%; isso é importante”, diz a engenheira florestal da SOS. Segundo Aretha, os ganhos para a região vão além das novas conectividades ecológicas e da melhora dos recursos hídricos. “O projeto também busca envolver os produtores e passar para eles a questão de pertencimento ao local. O que faz aumentar as práticas sustentáveis de todo mundo.”

Reciclagem infinita amplia sobrevida do alumínio

O ano era 1970. Dois engenheiros da Nestlé tomavam um café espresso em Milão. O barista fez seis doses até chegar ao que ele considerou ser o café ideal. Ou seja, cinco foram para o lixo. A dupla logo viu que fazer espresso daquela forma gerava desperdício. Eles voltaram para a Suíça, e, após muito desenvolvimento tecnológico, surgiria em 1986 a Nespresso.

A história, contada por Claudia Leite, responsável pelas áreas de Criação de Valor Compartilhado e de Comunicação Corporativa da Nespresso Brasil, revela que a questão ambiental está atrelada à marca desde o início. “A ideia era, com o apertar de um botão, fazer um café espresso de qualidade e sem desperdício”, diz Claudia. Para reforçar a ênfase ambiental, o alumínio foi escolhido como matéria-prima ideal para as embalagens. Tanto por conservar bem o café quanto por ser reciclável.

“No Brasil, hoje, temos 157 pontos de coleta para os clientes residenciais e profissionais, como hotéis, shoppings e restaurantes. A coleta é voluntária. As cápsulas coletadas são levadas para a nossa central de triagem em Osasco. O pó do café é separado do alumínio, e tudo é reciclado. O pó vira adubo orgânico. O alumínio processado volta para a cadeia de produção”, diz Claudia.

A partir de maio, uma das linhas de café da empresa passou a ter cápsulas com 80% de alumínio reciclado, taxa que vai chegar a toda a linha original até o fim de 2021. Segundo Claudia, o crescimento da reciclagem das cápsulas tem sido expressivo. “Partimos de 8% em 2016 para 23% em 2019, com um crescimento de 5 pontos percentuais por ano.” Em tempos de pandemia, o processo continua, mas uma boa dica para facilitar o trabalho das pessoas da área é separar o pó da cápsula antes de colocar tudo no lixo reciclável.

Qualidade é fruto da parceria com o produtor

A concepção de qualidade sustentável da Nespresso Brasil também está focada no dia a dia do produtor brasileiro, da porteira da fazenda que produz café para dentro, segundo Guilherme Amado, líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™.

“É um relacionamento duradouro, que envolve as boas práticas ambientais, mas também a qualidade do café. Desde os sabores e os aromas até a segurança do alimento. O consumidor tem certeza de que está comprando um café sem agroquímicos, fungos ou toxinas”, diz Amado. 

Os ganhos para o produtor são vários. Eles conseguem garantir a venda do produto e, se cumprirem os critérios de qualidade exigidos pela Nespresso, podem ganhar um prêmio, sobre o valor da saca, que pode chegar a até 40%.

 

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