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Flórida pode estar perto de uma recessão por setor imobiliário

A Flórida, que tem uma das taxas dedesemprego mais baixas dos Estados Unidos, pode estarmergulhando numa recessão devido ao fim do boom imobiliário. "A Flórida está definitivamente fadada à recessão", disse oeconomista Chris McCarty, do Departamento de Pesquisa Econômicae Empresarial da Universidade da Flórida. "A desaceleração (dosetor) imobiliário está atingindo o país inteiro, mas naFlórida é diferente." O Estado era o epicentro da explosão nos preços de imóveisdos EUA no começo da década, com empréstimos concedidos compoucas garantias e compras especulativas que sustentavam ademanda, segundo economistas e analistas do setor. O preço dos imóveis na Flórida, o quarto Estado maispopuloso dos EUA, com 18 milhões de habitantes, também erapuxado pelo crescimento populacional constante, situação queprossegue. Os preços subiram tanto que Miami e vários outros lugaresda Flórida apareciam regularmente na lista de lugares com asmaiores valorizações de imóveis residenciais. Mas a demanda habitacional da Flórida teve seu auge há bemmais de um ano, e o declínio agora afeta o crescimento doEstado, mesmo que a economia do país como um todo estejaaparentemente se recuperando --dados da sexta-feira indicam queo crescimento no segundo trimestre foi o maior desde o iníciode 2006. Alguns economistas notam que há um acúmulo de propriedadesainda à venda na Flórida e prevêem que as maiores perdas para aeconomia do Estado e as finanças dos consumidores ainda estãopor vir. "Muitas das taxas ajustáveis de hipotecas na Flórida vãoser renegociadas no ano que vem", disse McCarty. "Até agora, osproblemas foram com mutuários sem garantias, mas agora hápreocupação de que parte das outras pessoas possa estar comproblemas." Em junho, a Flórida tinha uma taxa de desemprego de 3,5 porcento (após ajuste sazonal), abaixo da taxa nacional de 4,5 porcento, e a menor entre os Estados mais populosos dos EUA. A redução no ritmo do mercado imobiliário aparece nospreços mais baixos do varejo, o que representa perda de 1bilhão de dólares no faturamento do Estado, levando aAssembléia a marcar para setembro uma sessão para cortargastos, segundo McCarty, que cita também uma redução naconfiança do consumidor. "As pessoas estão saindo menos para comer fora, e isso estáafetando o varejo. O verdadeiro impacto é sobre o gasto doconsumidor." O Goldman Sachs avaliou em um relatório em maio que osproblemas no setor imobiliário na Flórida poderiam reduzir ocrescimento do Estado em 6 a 8 pontos percentuais. "O potencial de quedas mais fortes nos preços é tambémmaior na Flórida do que em qualquer outro lugar do país",afirmou o economista Jan Hatzius no relatório.

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