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Fluxo a emergentes não chega à Argentina, diz estudo

A retomada de liquidez nos países emergentes passa longe da Argentina e é distribuída de maneira desigual entre as economias da região, segundo estudo do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). Após o pico da crise financeira mundial, os emergentes passaram a receber mais dinheiro, mas os investidores globais ainda olham com desconfiança para alguns países da América Latina. Tanto que o Brasil, por exemplo, em 2009 já recebeu cerca de US$ 11,5 bilhões, quase o equivalente à saída de capitais da Argentina no período, que atingiu US$ 13,5 bilhões.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

13 de outubro de 2009 | 17h13

A pesquisa afirma que nos últimos dois anos os fluxos de capitais nas economias da região caíram de US$ 229 bilhões, em 2007, para US$ 100 bilhões, estimados em 2009. Também mostra que os investidores estão mais seletivos e dividem a região em dois grupos: os "solventes" e os que "mantêm congeladas suas relações com organismos internacionais". No primeiro, estão Brasil, Chile, México, Peru e Colômbia, que vão receber 92% do fluxo de capitais para a região. O restante, 8%, vai para os países do segundo grupo: Argentina, Venezuela e Equador.

O instituto explica em seu relatório que "entre os países solventes, a recuperação no crescimento regional foi impressionante e estabelece uma base sólida para a recuperação dos fluxos de capital privado a partir de 2010". Também destaca que o "Brasil liderou esse processo, o qual ficou refletido na sua cotação de câmbio e na melhora da nota soberana por parte de Moody''s, que a elevou a grau de investimento".

Os técnicos do Instituto Internacional de Finanças observam ainda o comportamento da fuga de capitais entre os dois grupos. Entre julho e agosto, por exemplo, enquanto a economia brasileira inverteu a saída de capitais, atraindo US$ 5,1 bilhões, na Argentina, o balanço foi negativo, já que houve uma fuga de divisas da ordem de US$ 2,3 bilhões no período mencionado. No balanço geral para a região, no entanto, as expectativas são positivas, com um aumento de 51% do volume de fluxos de capitais atuais. Isso significa que em 2010, a região poderia receber US$ 151 bilhões.

Para o analista do instituto de estudos da consultoria Fundação Mediterrânea, IERAL, Joaquín Berro Madero, a Argentina poderia aproveitar esse aumento para atrair mais capitais. Mas antes precisa retomar suas relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI); regularizar a situação da dívida que possui com o Clube de Paris (cerca de US$ 6 bilhões); e renegociar a dívida em default (em torno de US$ 22 bilhões) nas mãos dos holdouts (os credores que não entraram na reestruturação da dívida concluída em 2005). "As negociações com os organismos internacionais beneficiam a Argentina porque melhoram a reputação do país, o que é fundamental para aumentar os fluxos de capitais", afirmou.

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