finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Fluxo amortece piora externa e dólar fica quase estável

O ingresso de recursos no paísamorteceu a volatilidade externa e garantiu que o dólarfechasse praticamente estável nesta sexta-feira, após umasessão volátil. A moeda norte-americana teve ligeira alta de 0,06 porcento, para 1,746 real. Foi o terceiro dia seguido de alta.Ainda assim, a moeda teve queda de 0,11 por cento na semana. As bolsas em Nova York caíam à tarde pelo terceiro diaseguido. A queda foi disparada pela preocupação com o mercadode crédito e com os resultados corporativos. À tarde, o índiceNasdaq caía cerca de 2 por cento, enquanto Dow Jones e S&P 500cediam mais de 1 por cento. O clima ruim deixou os investidores ressabiados e provocouum aumento na aversão a risco. No exterior, investidoreschegaram a desmontar operações de arbitragem, impulsionando oiene japonês diante do dólar. Nesse tipo de operação, oinvestidor utiliza moedas de baixo retorno --como o iene-- evisa o alto rendimento de ativos mais arriscados. O risco Brasil, medido pelo JPMorgan, se manteve acima de200 pontos durante a maior parte do dia. "Com certeza (o dólar) está sendo influenciado", disseDaniel Szikszay, gerente de câmbio do Banco Schahin, sobre opessimismo no cenário externo. "Mas (o mercado) continua omesmo de sempre, continua com fluxo positivo", minimizou. Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio deJaneiro, acrescentou que a turbulência não tem gerado uma fugade ativos nacionais. "A força dessa aversão a risco hoje é bemmenor do que era há 10 anos por conta da solidez da economia". Entre o clima ruim no exterior e a tendência de queda nomercado interno, o dólar alternou momentos de baixa e de alta.Na máxima, a moeda atingiu valorização de 0,57 por cento. Namínima, chegou a cair 0,17 por cento. Na segunda-feira, o Dia dos Veteranos nos Estados Unidosfecha o mercado de bônus norte-americano. No mercado de câmbio,a repercussão deve ser um menor volume nas operações, segundoVanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros. "O mercado bancário (norte-americano) efetivamente deixa defuncionar", explica, lembrando que as bolsas em Wall Streetabrem normalmente. Na última hora de negócios, o Banco Central promoveu umleilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a operaçãonão conseguiu sustentar a cotação da moeda. A autoridademonetária definiu taxa de corte a 1,7530 real e aceitou,segundo operadores, ao menos duas propostas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.