Fluxo cambial se mantém após alta do IOF

Depois que o governo elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para renda fixa e fundos de investimentos de 2% para 4%, o fluxo cambial no segmento financeiro caiu bastante em relação a setembro e ao início de outubro, mas ficou praticamente na média diária do ano.

Fabio Graner BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, o fluxo financeiro (que inclui todo tipo de investimento) desde 5 de outubro, quando o IOF de 4% começou a valer, foi de US$ 993 milhões, o que equivale a uma média diária de US$ 124,1 milhões.

O volume foi menos da metade do total de ingressos em 1.º e 4 de outubro, de US$ 2,09 bilhões. Em setembro, mês da capitalização da Petrobrás, as entradas no segmento financeiro foram de US$ 16,72 bilhões, com média diária de US$ 796 milhões.

No acumulado do ano, contudo, a média de ingresso líquido pela conta financeira é de US$ 124,5 milhões, valor que tem impacto dos recursos para a Petrobrás em setembro. Em julho e agosto, a média diária do fluxo financeiro foi, respectivamente, de US$ 67 milhões e US$ 57 milhões. Essa comparação ajuda a entender por que o governo optou por elevar o IOF a 6% na segunda-feira, desestimulando ainda mais o capital para aplicações de renda fixa de curto prazo.

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