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Fluxo compensa ajuste externo, e dólar fecha estável

Moeda americana, que sofreu um movimento de ajuste em todo o mundo, foi cotada a R$ 1,726

Reuters,

22 de outubro de 2009 | 17h27

A continuidade da entrada de capitais no país evitou a alta do dólar nesta quinta-feira, 22, apesar da valorização global da moeda norte-americana em um movimento de ajuste em todo o mundo. A moeda norte-americana terminou o dia estável, a R$ 1,726. A baixa acumulada em outubro é de 2,65% e, no ano, de 26%.

 

O dólar começou o dia em alta no Brasil, refletindo com mais fidelidade o cenário internacional após balanços corporativos piores do que o esperado nos Estados Unidos e um crescimento econômico menor do que previam as estimativas mais otimistas na China. Em relação às principais moedas, o dólar subia 0,16% perto do fechamento do mercado brasileiro, e o índice Reuters-Jefferies de commodities caía 0,52%.

 

Ao longo do dia, porém, o mercado de câmbio no Brasil reduziu a alta do dólar. Além de uma diminuição na intensidade do ajuste externo, operadores de três corretoras relataram que o mercado assistiu a algumas operações de entrada de capitais com volume acima da média, mesmo com a alíquota de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras adotada esta semana.

 

"O volume está um pouco mais acentuado", disse Gabriel Aguilera, operador de câmbio da Flow Corretora. Segundo Aguilera, também colaborou a percepção otimista por parte de alguns investidores quanto à reunião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Ele tenta convencer o governo a adotar medidas complementares na taxação pelo IOF, como a incidência do tributo na saída dos recursos, e não na entrada, e a permissão para que as margens de garantia sejam deixadas fora do país.

 

Outras notícias também favoreceram a expectativa de que a entrada de dólares no país continuará. A empresa de TV por assinatura Net planeja a emissão de U$ 300 milhões em bônus de 10 anos no exterior, segundo fontes. Além disso, a companhia aérea TAM lançou operação com o mesmo volume e prazo, e a o conselho da Natura, na noite de quarta-feira, autorizou a emissão de U$ 350 milhões em debêntures.

 

As operações no mercado de capitais, como a venda de units do Santander Brasil, foram as principais responsáveis pela entrada líquida de mais de US$ 10 bilhões no país na primeira metade de outubro.

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