Fluxo de capital externo pode afetar consumo

Além da resistência da inadimplência e do elevado índice de posse de eletrodomésticos nos domicílios, outro fator que pode estar tirando o vigor da reação do consumo diante das medidas de estímulo dadas pelo governo é o fluxo externo de capital, que alimenta o mercado de crédito. "A grande preocupação é se isso vai atingir o mercado de crédito, como ocorreu em 20008/2009. Esse é um risco que o Banco Central está monitorando", diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h07

Ele observa que o indicador da demanda das empresas por crédito já exibe um perfil semelhante ao de 2009, só que em proporções menores. Naquela época, com obstrução do crédito externo, as médias e grandes empresas buscaram crédito nos bancos domésticos e tomaram o espaço das pequenas e microempresas. No mês passado, por exemplo, enquanto a demanda por crédito de médias e grandes empresas cresceu entre 10% e 15%, nas pequenas e microempresas a procura por crédito ficou estagnada, diz Rabi.

Segundo uma fonte do governo, num cenário externo de contração é natural que as pequenas e médias empresas tenham mais dificuldade. A redução do prazo de cinco para dois anos sobre os empréstimos externos que pagam 6% de IOF é um dos elementos que ajudam na melhora da oferta de crédito, destaca a fonte./ M.C. e RENATA VERÍSSIMO

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