Fluxo de capital para emergentes dispara com estímulo à economia dos EUA pelo Fed

Quantia passou de escassos US$ 447 milhões na semana terminada em 12 de setembro para US$ 4,3 bilhões nesta sexta-feira, segundo EPFR Global

Patrícia Braga, da Agência Estado,

21 de setembro de 2012 | 17h17

NOVA YORK - Desde que o Federal Reserve anunciou um movimento agressivo para estimular a economia dos EUA na semana passada os investidores se voltaram para os mercados emergentes. O fluxo para os fundos de ações dos emergentes passou de escassos US$ 447 milhões na semana terminada em 12 de setembro para US$ 4,3 bilhões na semana que terminou nesta sexta-feira, segundo informações do EPFR Global. Isso marcou a segunda semana de maior fluxo no ano. Os mercados de bônus dos emergentes atraíram US$ 1,3 bilhão de capital novo na última semana, informou a EPFR.

Os mercados ficaram animados pelo anúncio de compra de bônus pelo Fed, o que deve injetar estímulo nos mercados financeiros. Rodadas anteriores de compras de bônus, conhecida como relaxamento quantitativo, estão associadas com o enfraquecimento do dólar e ganhos elevados no mercado de ativos, como ações globais, bônus do mercado emergente e moedas. Expectativas similares irão conduzir agora mais capital para os ativos de mercados emergentes, acreditam analistas.

Entre os fundos do mercado de bônus dos emergentes, os investidores voltaram sua preferência para os fundos de bônus em moeda local, após preferirem fundos de bônus denominados nas principais moedas como dólar durante grande parte do ano. Os fundos de bônus em moeda local consumiram US$ 486 em novo capital, enquanto os fundos de bônus em moedas principais atraíram US$ 394 milhões, afirmou o EPFR. Essa é a terceira vez este ano que o fluxo para os fundos de bônus em moedas locais ultrapassa o fluxo para os fundos de bônus em moedas principais em base semanal. As informações são da Dow Jones.

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