Fluxo de investimentos para emergentes deve se aproximar de US$ 1 tri em 2011

A forte expansão da Ásia e da América Latina e as baixas taxas de juros e lento crescimento nas economias avançadas são os principais fatores que alimentam o fluxo de capitais

Regina Cardeal, da Agência Estado,

24 de janeiro de 2011 | 17h35

O fluxo de recursos e investimentos para os países emergentes vai disparar para cerca de US$ 1 trilhão este ano, ampliando as pressões nas economias em desenvolvimento que já estão superaquecidas, afirmou o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), grupo que reúne os maiores bancos do mundo, segundo The Wall Street Journal.

A forte expansão da Ásia e da América Latina e as baixas taxas de juros e lento crescimento nas economias avançadas são os principais fatores que alimentam o fluxo de capitais, avalia o IIF. O grupo prevê que US$ 960 bilhões serão transferidos dos países ricos para os emergentes em 2011. No próximo ano, o montante deve atingir US$ 1,04 trilhão, segundo o instituto.

Os bancos globais temem que os governos possam usar controles de capitais - mais do que a política monetária ou fiscal - para frear a entrada do dinheiro especulativo, ou hot money.

"Os controles não são a melhor resposta para os fortes fluxos de capitais quando, como parece ser o caso agora, as taxas reais de câmbio estão subvalorizadas, a política monetária afrouxada está superaquecendo a economia e há espaço para uma política fiscal mais apertada", disse Jeremy Lawson, vice-diretor de análise macroeconômica global do IIF.

A parte do leão destes investimentos e dinheiro está sendo direcionada para a Ásia emergente, sobretudo China e Índia, com cerca de US$ 440 bilhões entrando nestas economias. O forte crescimento da América Latina e da Europa emergente, incluindo Turquia e Rússia, também está ajudando a atrair capital.

O IIF alertou que qualquer expansão das medidas de controle de capital limitado começará a provocar uma erosão nos avanços da abertura financeira das economias emergentes que aconteceram nas últimas duas décadas. O IIF disse ainda que o último programa de compra de ativos do Fed destinado a impulsionar a economia norte-americana está desempenhando um papel dominante na ampliação da liquidez global. As informações são da Dow Jones.

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