Fluxo derruba dólar, que se aproxima de R$ 1,60

Fluxo de entrada de recursos no País continua contribuindo para a queda da moeda, que fechou a R$ 1,604

Fabio Gehrke, da Reuters,

19 de junho de 2008 | 16h24

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira, aproximando-se do patamar de R$ 1,60 com o contínuo fluxo de entrada de recursos no País. A moeda norte-americana caiu 0,19%, a R$ 1,604. A divisa recuou pela quarta sessão consecutiva e acumula baixa de 1,96% nesta semana.  Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, a moeda norte-americana vem sendo derrubada pelo fluxo de entrada de recursos no País.  "A gente está com dois graus de investimentos... e o grau de investimento mostra que o país atende as mínimas condições para o investidor poder vir tranqüilo", afirmou o gerente lembrando que a forte entrada de recursos, no entanto, já acontecia antes da divulgação da elevação do rating nacional. "Nós já estávamos carimbados como um país que fez a lição de casa", completou Galhardo.  Nesta quinta-feira, o dólar operou grande parte do dia em queda perto do patamar de R$ 1,60, mas para o operador o piso opera como uma "barreira psicológica" que dificilmente será rompida nesta semana. "A barreira é psicológica mesmo, é uma briga de comprados e vendidos e isso dá equilíbrio para o mercado". Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, tem avaliação semelhante à de Galhardo quanto ao fluxo de entrada de recursos no país e acrescenta a importância das operações de arbitragem, que lucram com o diferencial entre os juros praticados interna e externamente, na forte desvalorização da moeda nos últimos meses. O dólar já acumula em 2008 queda de quase 10% frente ao real.  Arruda também ressalta o fato de os investidores não retirarem seus investimentos do País quando ocorre uma queda na bolsa paulista. "Eles (investidores) não saem mais do País, eles migram de ativos, ou para juros ou pra commodities", disse Arruda.  O principal índice da Bovespa apresentava números vermelhos e o Risco País subia 2 pontos básicos. No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade monetária definiu a taxa de corte a R$ 1,6063 e aceitou, segundo operadores, três propostas.

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