Fluxo e melhora externa incentivam ajustes e dólar cai 1%

O dólar caiu pouco mais de 1 porcento nesta quinta-feira, influenciado pelo fluxo cambialfavorável e pelo tom positivo dos mercados externos, queincentivaram ajustes de posição de tesourarias bancárias. A moeda norte-americana fechou em baixa de 1,22 por cento,a 1,776 real. No mês, o dólar acumula queda de 1 por cento. O dólar passou a maior parte do dia "praticamente semoscilação... ao sabor das bolsas", lembrou Carlos AlbertoPostigo, operador de câmbio da corretora Action. A queda dodólar ganhou força somente no final da sessão, alimentada porajustes de posição. Em Wall Street, os principais índices exibiam alta moderadaà tarde. O principal fator de otimismo era o plano de ajuda dogoverno aos proprietários de imóveis que enfrentam problemascom hipotecas. Segundo o gerente de câmbio de um banco nacional, asinstituições financeiras apostaram, na metade do dia, que umapiora no exterior elevaria a cotação do dólar no Brasil. Nesse momento, comentários do presidente do Banco CentralEuropeu (BCE), Jean-Claude Trichet, sobre riscos inflacionáriosincomodaram os mercados e limitou os ganhos das bolsas devalores na Europa. "As tesourarias, de uma maneira geral, fizeram um giro nacompra. Compraram dólares esperando que a situação (externa) debolsa piorasse um pouco para poder vender (dólares) a um preçomelhor. Como isso não aconteceu, acho que eles desovaram" essaposição assumida, explicou. O profissional acrescentou que omercado também deve ter recebido mais dólares de operaçõescomerciais. Na mínima do dia, pouco antes do fechamento dos negócios, odólar chegou a ser negociado a 1,772 real no pregão à vista daBolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O mercado também preferiu evitar uma exposição maiorporque, na sexta-feira, o governo norte-americano divulga oaguardado relatório sobre a criação de postos de trabalho. "Ele poderá sinalizar com mais clareza o que vai acontecerno dia 11", quando o Federal Reserve anuncia sua decisão sobreo juro norte-americano, disse Postigo, da Action. A maioria no mercado espera um corte de 0,25 pontopercentual, mas se a atividade econômica estiver maisdebilitada o BC norte-americano poderá ser levado a uma reduçãomais agressiva.

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