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Fluxo em estradas com pedágio sobe 2,9% em outubro

O fluxo de veículos pelas estradas com pedágio do País em outubro cresceu 2,9% em relação a setembro, já considerados os ajustes sazonais. O mesmo índice havia crescido 1,10% em setembro comparativamente a agosto. O indicador, que antecede os movimentos da produção industrial, é calculado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências Consultoria. "O crescimento foi puxado pelo movimento dos veículos leves, que pode ser observado também na comparação ano contra ano", diz Bernardo Wjunisk, economista da Tendências.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

10 de novembro de 2009 | 12h54

O fluxo de veículos leves apresentou alta de 3,7% em outubro ante setembro. "A continuidade do crescimento da renda no Brasil, que segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE avançou 0,6% em setembro ante agosto, contribuiu para o bom desempenho dos leves em outubro", afirma Wjunisk. Em setembro, a movimentação dos veículos leves havia crescido 0,30% ante agosto. A circulação de pesados cresceu 1,0% nesta mesma base de comparação, ante 1,1% na medição anterior. "O resultado dos pesados reflete o crescimento da produção industrial de 0,8%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE", segundo Wjunisk.

Em relação ao mesmo período de 2008, o índice total apresentou alta de 6,9%. O fluxo de veículos pesados caiu 2,3% nesta comparação e o de leves teve crescimento expressivo de 10,2%. "O fator renda somado à valorização do real e ao fato de que o feriado de 12 de outubro que, neste ano, caiu em uma segunda-feira, enquanto em outubro do ano passado foi em um domingo, explicam parte do avanço do fluxo dos veículos leves no ano contra ano", comenta o economista da Tendências.

Com relação à queda dos pesados, no mesmo período, o analista afirma que a base de comparação da atividade industrial continua alta. Essa tendência deverá se inverter a partir de dezembro, um ano após os efeitos da crise terem atingido o setor de forma expressiva. Nos últimos 12 meses, o fluxo total teve expansão de 1,8%. Considerando esta mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 3,8% e o de pesados caiu 4,0%.

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