Fluxo negativo de dólares para o País nos primeiros dias do mês

O aumento das remessas feitas ao exterior por meio das contas de não residentes, as chamadas CC5, contribuiu para que o fluxo cambial (diferença entre entrada e saída de recursos do País) ficasse negativo em US$ 101 milhões nos primeiros oito dias úteis de junho, segundo informações do Banco Central (BC). Nesse período, a saída líquida de recursos dessas contas atingiu US$ 205 milhões. Para se ter uma idéia, o volume de remessas pelas CC5 em igual período do ano passado havia sido de apenas US$ 42 milhões. O valor parcial de junho superou o resultado fechado do mês passado (US$ 158 milhões) e de abril (US$ 140 milhões). Na outra ponta, as contratações de câmbio para exportação continuaram a mostrar força nos primeiros dias de junho, ajudando a engrossar a entrada de divisas no País. O volume de moeda estrangeira comprado pelos bancos de exportadores chegou a US$ 2,585 bilhões nos oito primeiros dias úteis deste mês.O forte ingresso de dólares dos exportadores fez com que o saldo das operações de câmbio no segmento comercial fosse positivo em US$ 1,127 bilhão no período informado pelo BC, já que, no sentido inverso, as vendas de moeda estrangeira para importação somaram US$ 1,457 bilhão. Em igual período do ano passado, as contratações de câmbio para exportação haviam ficado em US$ 1,785 bilhão, e as operações de importação, em US$ 1,326 bilhão.Segmento financeiroNo segmento financeiro (operações ligadas investimentos e pagamentos de dívidas, por exemplo), o BC registrou um saldo negativo de US$ 1,023 bilhão nos mesmos oito dias úteis deste mês. O valor foi inferior aos US$ 1,120 bilhão de saldo negativo ocorrido em igual período do ano passado.Nesse segmento, a contratação de câmbio para efetuar saídas de recursos do País somou US$ 2,914 bilhões, contra um volume de US$ 1,890 bilhão relativo a ingressos. Normalmente o País registra déficit no segmento financeiro do mercado de câmbio.

Agencia Estado,

16 de junho de 2004 | 16h21

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