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Fluxo para emergentes cairá 13%, diz IIF

O Institute of International Finance (IIF), entidade que reúne os principais bancos privados do mundo, prevê que os fluxos de capitais privados para os países emergentes vão declinar acentuadamente neste ano, dos US$ 480 bilhões registrados em 2005 para US$ 418 bilhões. No próximo ano, eles deverão continuar sendo afetados pelo ambiente de menor liquidez nos mercados internacionais, registrando uma nova queda, para US$ 404 bilhões. Entretanto, o Brasil, segundo o IIF, vai superar o México e se tornar o maior receptor de fluxos de capitais na América Latina até 2007. Mas, segundo a entidade, os fluxos totais para região dos US$ 63,9 bilhões registrados no ano passado, para US$ 38 bilhões em 2006. "Uma reversão significativa nas contas dos fluxos dos credores que não pertencem ao setor bancário serão os principais responsáveis por esse declínio", disse o IIF. Em 2007, os fluxos deverão se recuperar, somando US$ 51,4 bilhões. Com isso, a fatia da América Latina no total dos fluxos para os emergentes deverá continuar oscilando entre 9% e 13%.Segundo o IIF, embora a maioria dos países latino-americanos deverá registrar uma desaceleração na atividade econômica neste ano, "melhoras nas perspectivas de crescimento do México e Brasil" deverão impulsionar o crescimento regional para 4,8%. Mas, no próximo ano, um comportamento mais fraco das exportações latino-americanas deverá levar o crescimento da região a uma taxa inferior a 4%.AjudaA entrada de investimentos estrangeiros no País pode ser ajudada pela resultado do ranking de transparência de dados e relações com investidores no mercado financeiro entre 32 países emergentes, elaborado pelo Institute of International Finance (IIF). O Brasil é o líder da classificação. "Essa posição do Brasil, com a melhor performance, foi resultado de novas ações adotadas pelo Banco Central e o Tesouro neste ano", disse o presidente do Baco Itaú e vice presidente do IIF, Roberto Setúbal, ao apresentar o estudo durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). A Coréia do Sul é a segunda colocada no ranking."No Brasil, foram dados importantes passos para se construir um relacionamento sofisticado com os mercados", disse Setúbal. "Os padrões do Brasil precisam ser replicados por muitos outros mercados emergentes." Ele destacou a melhora dos fundamentos macroeconômicos nos países emergentes nos últimos anos. "Uma ilustração disso pode ser tirada da América Latina onde, apesar das incertezas eleitorais, temos visto em países como o Brasil, México e Chile, tanto políticas econômicas consistentes como uma significativa confiança do investidor internacional." PessimismoO "clube dos banqueiros", como a entidade também é conhecida, está mais pessimista com as perspectivas da economia mundial do que o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele alertou que o ambiente externo deverá ser menos favorável em 2007, com um aperto da liquidez, aumentando os riscos para os países emergentes. "Poderemos ter tempos mais difíceis", disse o presidente do Deutsche Bank, e também do IIF, Josef Ackermann.O presidente do Citibank, William Rhodes, que também é diretor da entidade, foi ainda pessimista. Ele alertou sobre o perigo de estagflação (inflação acompanhada de recessão) nos Estados Unidos. "Estamos vendo uma desaceleração da economia norte-americana que deve se aprofundar, acompanhada de pressões inflacionárias", disse Rhodes. Ele observou que a volatilidade que atingiu os mercados em maio passado deve ser visto como um aviso para os investidores. "É preciso ser cuidadoso ao se avaliar os riscos", disse. "Ser seletivo com os ativos emergentes é a palavra-chave", disse Rhodes.Mesmo com a queda para US$ 418 bilhões neste ano, este será o segundo maior fluxo de capitais para os países emergentes já registrado pelo IIF. Segundo a entidade, a principal parte dessa desaceleração será causada por uma redução dos empréstimos contraídos pelos bancos comerciais e outros credores privados pois governos e empresas aproveitaram o ambiente favorável no ano passado para pré-financiar suas obrigações.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 16h15

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