FMI acredita em corte gradual do juro brasileiro

No Brasil, "há sinais recentes de elevação na atividade, como nas vendas no varejo e produção industrial, e o crescimento é esperado para ter fortalecimento em 2006, à medida que uma menor taxa básica de juro (Selic), atualmente em 16,5% ao ano, estimule uma recuperação no investimento", observou o Fundo Monetário Internacional (FMI) no documento Perspectiva Econômica Mundial, divulgado nesta quarta-feira no Encontro de Primavera, em Washington. "Com as pressões inflacionárias tendo moderação maior e as expectativas de inflação bem ancoradas, há espaço para continuação da gradual redução da política de juro iniciada em setembro de 2005." O fundo lembra que a atividade desacelerou acentuadamente no ano passado. "A demanda doméstica está reduzida, em decorrência principalmente de ajustes de estoques e algum abrandamento no investimento seguindo o aperto anterior da política monetária, embora o consumo privado tenha permanecido robusto, estimulado por emprego crescente e renda real", acrescentou o documento. Para 2006 e 2007, o fundo prevê crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para os preços aos consumidores é de alta de 4,9% em 2006 e de 4,4% em 2007. Para o balanço de conta corrente, o FMI estimou avanço de 1,0% do PIB neste ano e 0,2% em 2007. Ainda, de acordo com o Fundo, refletindo um forte esforço de arrecadação, o superávit primário consolidado alcançou 4,8% do PIB em 2005, acima da meta de 4,25%. Para continuação do progresso feito na redução da dívida pública, diz o Fundo, será importante resistir às pressões para relaxamento fiscal com objetivo de manter elevados superávits primários, e para elevar o crescimento no médio prazo por meio de esforços de reforma, incluindo a melhora na qualidade da política fiscal e do clima corporativo.

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 11h53

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