FMI admite tirar investimento social do gasto público

O chefe da missão do FMI que está no Brasil fazendo a revisão do acordo com o governo, Charles Collyns, admitiu hoje, após se reunir com o ministro das Cidades, Olívio Dutra, "ser possível" mudar as regras de contabilidade das contas públicas para permitir maiores investimentos do governo em obras de habitação e saneamento. No entanto, ele alertou que os investimentos precisam ter alto retorno econômico.Segundo Collyns, a mudança no cálculo dos gastos públicos "tem que ser visto dentro do programa de investimentos públicos". "O governo tem que decidir quais são as prioridades e em quais projetos é possível achar elevado retorno fiscal e social", disse. O representante do Fundo disse acreditar que é possível obter alto retorno econômico em investimentos de saneamento e habitação para famílias de baixa renda.De acordo com o ministro das Cidade, que o governo precisa investir R$ 20 bilhões por ano para que em duas décadas a população das cidades brasileiras tenha direito à moradia digna e saneamento.

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