FMI adverte Espanha sobre termos do empréstimo

Fundo não vai contribuir com o empréstimo de € 100 bilhões ao país, mas afirma que tem o papel de monitorar cumprimento de condições do resgate

Patrícia Braga, da Agência Estado,

20 de julho de 2012 | 17h05

WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional advertirá a Espanha sobre o programa de recapitalização dos bancos e o avanço na monitoração de Madri para que as condições sejam cumpridas sobre os termos do empréstimo de 100 bilhões de euros para o setor financeiro acordado com o problemático país da zona do euro.

Hoje cedo, a União Europeia aprovou os termos básicos do acordo para o empréstimos de emergência para ajudar a Espanha a injetar o capital necessários em seus enfraquecidos bancos.

A indústria financeira da Europa está fragilizada com dezenas de bilhões de euros de empréstimos ruins para o mercado de bens imóveis em seus balanços patrimoniais, ameaçando afundar uma das principais economias da União Europeia e alimentar o crescimento da crise financeira global.

Embora o FMI tenha confirmado nos termos que não vai contribuir com fundos para o acordo de empréstimo, seu papel é agir como um arbitrador independente no programa de recapitalização que em como Madri está cumprindo com as condições do resgate. "A diretoria do fundo não faz parte do Memorando de Entendimento para a ajuda financeira, nem é responsável em teoria pela implementação " dos termos do acordo.

O mandato do fundo prevê empréstimos apenas resolver problemas na balança de pagamentos dos países. Mesmo se o FMI considerar empréstimo para um governo para injetar recursos no setor financeiro, existe uma preocupação séria dentro da diretoria do fundo sobre se ele está muito exposto à crise do euro. Grande parte dos recursos do FMI estão comprometidos com a Europa.

Pelos termos do FMI, o fundo deve advertir e reportar suas descobertas independentemente da visão das autoridades da União Europeia, em relatórios trimestrais. Entretanto, a divulgação desses relatórios será um decisão de Madri.

Participantes do mercado reclamaram que a falta de clareza tanto nos planos de resolução de crise quanto no aprofundamento das preocupações com a Europa ajudaram a alimentar a alta nos custos dos empréstimos da Espanha.

O FMI informou que não estão incluídas informações confidenciais dos bancos em seus relatórios. As informações são da Dow Jones.

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