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FMI ajudará países prejudicados pela liberalização comercial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) dará ajuda a países que tiverem problemas na balança de pagamentos diante de uma liberalização comercial que poderá resultar das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) a partir de 2005. "Estamos prontos para ajudar a lidar com os desequilíbrios", afirmou o diretor do FMI, Horst Kohler, ontem em Genebra. Com a eventual conclusão da rodada da OMC, um dos temores de países em desenvolvimento é de que queda de barreiras gere desequilíbrios internos e na balança comercial. Para Kohler, o FMI estaria disposto a trabalhar com esses países que seriam afetados para evitar os prejuízos de um choque liberalizante. A cooperação incluiria uma estratégia de políticas de ajuste e de financiamento. O FMI tem, de fato, motivos de sobra para torcer para que as negociações da OMC avancem. A rodada, que geraria uma liberalização comercial, é considerada como a chave para o crescimento da economia mundial nos próximos anos. Kohler ainda afirma que o comércio também será um instrumento fundamental para a recuperação dos mercados emergentes, como o Brasil. Outro efeito da liberalização comercial poderia ser sentido nos países mais vulneráveis aos choques externos. Para o FMI, se esses países puderem estar mais integrados à economia mundial e exportando seus produtos, estarão mais resistentes às crises financeiras. O aumento do comércio teria ainda mais um efeito positivo. Na avaliação do Fundo, o crescimento das exportações poderia diminuir os problemas causados pelas dívidas externas dos países. "Temos que lutar por uma melhor globalização", completou Kohler.

Agencia Estado,

13 de maio de 2003 | 15h24

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