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FMI alerta para consequências ‘globais’ da crise europeia

Órgão afirma que zona do euro precisa tomar uma ação decisiva para impedir que a crise se espalhe para fora da Europa

BBC Brasil, BBC

19 de julho de 2011 | 19h08

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta nesta terça-feira, 19, dizendo que se não houver rapidez para se lidar com a crise econômica na Europa, ela pode ter graves consequências em todo o mundo.

Segundo o FMI, a zona do euro precisa tomar uma ação decisiva que impeça que a crise se espalhe para fora da Europa e que restaure a confiança no bloco.

O órgão deixou claro que países como Grécia, Irlanda e Portugal precisam se manter fiéis às medidas de austeridade adotadas. Os três países receberam pacotes de ajuda, parcialmente financiados pelo FMI.

A maioria das nações da zona do euro está, de acordo com o Fundo, passando por uma "sólida recuperação", mas o FMI alertou para o fato de isso estar distanciando os países mais fortes dos mais fracos.

E essa tensão representa um risco "com possíveis implicações regionais e globais".

Crescimento

O FMI estima que 17 países do bloco vão ter um crescimento econômico de 2% neste ano - mais alto do que a previsão anterior, de maio -, mas essa expansão cairá para taxas de 1,7% em 2012, mais baixas do que a estimativa prévia, de 1,9%.

"A crise na periferia (da zona do euro) ainda não foi totalmente controlada. Os diretores (do órgão) acreditam que isso deve ser feito com urgência", disse Luc Everaert, do Departamento Europeu do FMI.

Segundo o editor de economia da BBC, Andrew Walker, a Europa vem discutindo a possibilidade de bancos ajudarem a criação de um novo pacote de ajuda à Grécia, em meio a pressão, principalmente da Alemanha, para que credores privados contribuam para a recuperação de Atenas.

Grécia

A chanceler (premiê) da Alemanha, Angela Merkel, reduziu na segunda-feira as expectativas de que a reunião de emergência do bloco, nesta quinta-feira, termine com uma resolução para o problema grego.

Segundo ela, não haverá, no encontro, nenhuma decisão "espetacular" - caso, por exemplo, de uma eventual reestruturação da dívida grega. A reestruturação consistiria no pagamento apenas parcial e a longo prazo a parte dos credores.

O encontro discutirá um segundo pacote para a Grécia, com o objetivo de acalmar os mercados. "A reunião de quinta-feira vai nos ajudar, mas serão necessários outros passos", disse a chanceler da Alemanha, país que é um dos principais credores de Atenas.

No fim de semana, Merkel havia indicado que ela só participaria do encontro diante da possibilidade concreta de um acordo que viabilizasse um novo programa de ajuda à Grécia.

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