FMI alerta para risco de bolhas de ativos em emergentes

Segundo órgão internacional, países em desenvolvimento correm o risco de terem disparada no fluxo

Regina Cardeal, da Agência Estado,

26 Janeiro 2010 | 13h20

A divergência no ritmo de crescimento das diferentes regiões do mundo coloca desafios significativos para os governos, uma vez que países em desenvolvimento estão enfrentando o risco de que a disparada no fluxo cause novas bolhas de ativos num momento em que muitas economias avançadas continuam dependendo de medidas de suporte financeiro, monetárias e fiscais extraordinárias, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

O FMI afirma que estas medidas sem precedentes de apoio aumentaram os temores sobre o risco da dívida soberana, mas alerta que "uma saída prematura e incoerente das políticas de sustentação podem debilitar o crescimento global e seu reequilíbrio".

 

Na revisão de seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI reconhece que será difícil a tarefa de traçar as estratégias de saída. Quando a demanda privada se tornar sustentável, os países devem levar em consideração os temores sobre os níveis da dívida, as bolhas nos preços dos ativos e a valorização do câmbio, afirma o Fundo.

 

As economias emergentes que lidam com o forte aumento no fluxo de capitais enfrentam uma tarefa complexa e a resposta deve depender das circunstâncias, tais como política de aperto fiscal ou permitir a valorização da moeda, segundo o FMI. Mas a instituição reitera que algum aumento de reservas ou controles de capital podem ser adequados para lidar com movimento transitórios e grandes.

 

Considerando-se as preocupações cada vez maiores com os níveis da dívida pública, o Fundo recomenda que os países implementem totalmente os estímulos fiscais para este ano, ao mesmo tempo em que elaboram planos viáveis de sustentabilidade fiscal.

 

Quanto à política monetária, o Fundo disse que muitos bancos centrais podem manter os juros baixos este ano, ante a expectativa de baixa inflação. Os países que se recuperam mais rapidamente terão de fazer um aperto antes, acrescentou.

 

No front financeiro, os países avançados e as economias emergentes mais atingidas ainda terão de enfrentar a reestruturação dos bancos e a remoção dos ativos tóxicos. As autoridades devem remover o apoio financeiro gradualmente e avançar com as reformas que vão reduzir o risco financeiro e tornar o setor bancário mais eficaz e resistente, recomenda o FMI. As informações são da Dow Jones.

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