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FMI alerta que emergentes caminham para crise da dívida

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que vários países emergentes podem estar caminhando para uma crise da dívida. Em estudo que será inserido em seu relatório sobre a "Perspectiva Econômica Mundial", que será divulgado na próxima semana, o FMI diagnostica que o endividamento público aumentou acentuadamente nos últimos anos em várias economias de mercados emergentes, já que os governos aumentaram as suas emissões de títulos nos mercados domésticos. Segundo o FMI, o endividamento público em mercados emergentes cresceu a níveis muito mais elevados do que em economias industrializadas, que registraram declínios na proporção de sua dívida. Esse aumento do endividamento ocorreu uma vez que os países em desenvolvimento são menos bem-sucedidos na arrecadação de impostos do que as nações mais ricas. O Fundo observa que a maior parte dos países que registraram aumento do endividamento público se concentrou na América Latina e na Ásia e que esse problema seria um resíduo das crises financeiras dessas regiões. Com níveis de endividamento de 70% do PIB, a média da relação dívida/PIB de alguns países está muito mais elevada do que a proporção verificada em algumas economias industrializadas e muito mais alta do que as receitas dos governo. Situação insustentávelTomando como base a tese de que os níveis de superávits primários dos países emergentes são baixos e que a relação dívida/PIB tende a se enfraquecer, o Fundo alerta que, na média, a condução da política fiscal de algumas economias emergentes não é consistente para assegurar sustentabilidade, nos casos em que a dívida superar o nível de 50% do PIB. Segundo a análise do FMI, o típico governo dos países emergentes tem uma relação dívida pública/PIB que está duas vezes acima dos níveis que suas histórias orçamentárias indicam que podem ser sustentáveis.As informações são da Dow Jones.

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