FMI alivia posição sobre iuan para 'moderadamente desvalorizado'

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aliviou sua posição sobre o iuan chinês ao afirmar que a moeda está apenas "moderadamente desvalorizada" contra uma cesta de moedas, e baixou sua estimativa de médio prazo para o superávit da conta corrente para entre 4 e 4,5 por cento do PIB, em uma avaliação anual divulgada na quarta-feira.

LUCY HORNBY, Reuters

25 de julho de 2012 | 08h08

A China tem reduzido substancialmente os desequilíbrios externos, mas ao custo de desequilíbrios domésticos significativos alimentados por seu modelo de crescimento voltado para o investimento, afirmou o FMI no relatório.

A revisão indicou que a moeda chinesa, após anos de apreciação, está finalmente entrando em equilíbrio, mas alertou para riscos se os investimentos desacelerarem com força ou se uma forte desaceleração econômica levar a uma alta na inadimplência de empréstimos.

A posição do FMI é de que a taxa de câmbio ainda tem uma maneira "não-trivial" para se apreciar, disse Markus Rodlauer, vice-diretor do departamento de Ásia-Pacífico do FMI. Ele não informou um valor exato.

Por outro lado, as autoridades chinesas acreditam que o iuan está perto do equilíbrio, apontando para a recente negociação da moeda nas duas pontas (compradora e vendedora) do mercado de futuros, disse o FMI.

"A questão da taxa de câmbio é apenas uma parte de um pacote de reformas necessário para reequilibrar a economia", disse Rodlauer, falando sobre uma série de reformas que incluem melhores sinais de preços, mais opções de investimento financeiro e uma mudança de crescimento direcionada para investimentos para o consumidor.

Sem essas reformas, "será muito provável que o superávit de conta corrente suba de novo, não para onde estava antes, mas acima do que está agora", completou ele.

"Uma apreciação gradual será necessária nos próximos anos."

Externamente, o maior risco para a China vem da contínua crise na Europa, disse o FMI, acrescentando que espera que o crescimento econômico chinês chegue a 8 por cento, acima da meta do governo de 7,5 por cento mas em linha com as expectativas do mercado.

(Reportagem adicional de Lesley Wroughton em Washington)

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