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FMI anuncia linha de crédito preventivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que ampliará os tipos de empréstimos que oferece atualmente para encorajar um grande número de países em desenvolvimento a obter ajuda financeira antes que eles sejam atingidos por uma crise. Segundo o órgão, será criada uma "linha de crédito preventivo" por meio da qual países cujas políticas são, em termos gerais, endossadas pelo FMI poderão receber empréstimos substanciais antes que surjam problemas. O empréstimo funcionará como uma linha de crédito, de modo que o país não precisará necessariamente usar o dinheiro, exceto se precisar dos recursos.

LIGIA SANCHEZ, Agencia Estado

30 de agosto de 2010 | 16h45

O programa vai oferecer empréstimos equivalentes a até cinco vezes a cota do país no FMI, com a possibilidade de dobrar a quantia depois de um ano. A Indonésia, por exemplo, que detém uma cota de US$ 3,1 bilhões, teria direito a uma linha de crédito de até US$ 31 bilhões.

Ainda não está claro se muitos dos 187 membros do FMI terão direito ou estarão interessados na nova linha de crédito. Isto porque esta linha destina-se a países com políticas que o fundo geralmente apoia, mas que possuem problemas em uma ou duas das seguintes áreas: abertura comercial, política fiscal, política monetária, estabilidade do setor financeiro e disponibilidade de informação financeira.

Se o FMI julga que o setor financeiro de um país está fraco, por exemplo, pode insistir que sejam feitas mudanças nessa área como condição para conceder o empréstimo - talvez por aumento de regulação ou venda de bancos estatais com prejuízo. Todas as linhas de crédito preventivo vão exigir alguma alteração política por parte do tomador do empréstimo.

Os potenciais tomadores podem temer que tal situação indique fragilidade aos mercados, em vez de força. O FMI tem tido dificuldades em convencer principalmente as nações asiáticas a tomar empréstimos do fundo, em parte porque estes países acreditam que os financiamentos do FMI carregam um estigma no mercado.

Autoridades do órgão não revelaram quais países estão sendo considerados para as linhas de crédito preventivo ou se algum membro expressou interesse. As informações são da Dow Jones.

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